Outubro 31, 2007
· Arquivada em Compras, Previsão de Tendência · Tagged Década de 1930, Diane vonFurstenberg, drapeados, dress, Eva Bella, franzidos, glamour, Herchcovitch, Neon, pregas, Richard, verão 2008, vestido, Vestidos
Logo após a quebra da bolsa de NY, o mundo transformou-se. Empregos eram escassos e a oferta/procura baixos. Nestes tempos difíceis, o intangível passou a ser ainda mais desejável. Peles, jóias, cetins, veludos, etc. Toda ostentação tornou-se lindíssima de novo.

Os vestidos aumentaram de comprimento e evasé (leve godê), e drapeados, pregas, franzidos, nesgas e outros detalhes, tidos na década anterior como “desperdício de tecido” passou a ser lindo e altamente desejável. Peles passaram a ser absolutamente necessárias para mostrar o sucesso, tanto em trajes femininos quanto masculinos.
A mulher voltou a ser feminina e menos ativa, as costas tornaram-se um forte ponto erógeno. A sedução estava em alta, assim como a fluidez dos tecidos; Madeleine Vionnet fez grande sucesso com seus modelos de inspiração clássica. Mesmo sendo um periodo difícil, de reabilitação econômica, os trajes na década de 1930 eram os mais suntuosos possíveis. Foi um bom descanso, quase que preparando as pessoas pelo pior que estava por vir.

por Thais Arrias Weiller 
Outubro 30, 2007
· Arquivada em Compras, Previsão de Tendência · Tagged Chanel, Charleston, Coco Chanel, Década de 1920, Eva Bella, Fause Haten, Herchcovitch, Pós guerra, silhueta reta, Theodora, Vestidos, Voga
Durante e após a I Guerra Mundial, as mulheres gozaram de uma maior liberdade social, a qual é visível em seus trajes. O espartilho foi banido; com os homens nos campos de batalha elas tiveram de se mostrar muito mais presentes nas atividades diárias. Os ajustados vestidos de saias rodadas deram lugar a formas retas e não tão próximas do corpo.

Aqui surge uma forte figura feminina que passa a influenciar a toda a moda a partir de então; Coco Chanel. Inspirada pela arte e arquitetura da época (a escola de Bauhaus estava com tudo), Coco abre primeiramente uma loja de chapéus, em seguida, sua própria maison. Sua peças eram simples, mas com acabamento impecável e poucos, mas essenciais, detalhes.
A saia sobre um pouco, o suficiente para causar um furor entre os tradicionais, e os cortes são de cabelos curtos. A mulher passa a freqüentar mais espaços públicos, como as barbearias, que passam a ser cabeleireiros. Este estilo dura até aproximadamente o fim da década de 1920, quando a quebra da bolsa de valores de Nova York causa drásticas mudanças em todo mundo.

por Thais Arrias Weiller 
Outubro 30, 2007
· Arquivada em Bafons, Modelos · Tagged campanha, Donatella, Gisele Bündchen, Kate Moss, Saint Laurent, troca, Versace, Yves
Deu no Glamurama, mas como é boa, temos de repetir!
Gisele foi convidada por Donatella para fazer a nova campanha da Versace, que na última coleção foi feita por Kate. Mas Kate já foi confirmada para fazer a nova campanha da Yves Saint Laurent, enquanto Gisele fez a última. As duas dizem considerar isto normal, regras do mercado e continuam se falando.


por Thais Arrias Weiller 
Outubro 29, 2007
· Arquivada em Compras · Tagged , Belle Epoque, Diane vonFurstenberg, dress, Era Vitoriana, inverno 2008, Miu Miu, preto, rendas, verão 2008, vestido, Vestidos
É impossível não reparar como os vestidos estão com tudo! Não houve quem não apostasse na tendência e para este verão, deu em quase todos os desfiles, toda sorte de vestidos. Por isto, a partir de hoje, irei postar diariamente algumas sugestões de compra destes itens embasados na história da moda. Interessante? Pode apostar! Hoje vou falar um pouco sobre o período de 1900-1914, conhecido como Belle Époque na França.


Esta foi uma boa época para o mundo, como o próprio nome sugere, quando houve poucas guerras e os confortos que a revolução industrial possibilitara se tornaram mais visíveis em todos os níveis sociais. No vestuário, esta opulência foi mostrada em forma de rendas e babados em abundância. A mulher em voga tinha um perfil de matrona, com seios fartos, cintura fina e quadril avantajado, e os espartilhos projetavam o corpo em formato de S.
Lembrando que aqui os valores burgueses ainda estavam com tudo e a mulher era o bibelot através do qual o marido mostrava sua posição social; quanto mais bem adornada estivesse, mais rica era a família. Por isto, jóias, penas, pedras, babados, rendas, pregas, franzidos, pérolas, voltas e voltas de colares… ufa! Uma infinidade de ostentações!
Com um padrão tão bem definido, é normal que houvesse transgressores. Foi o caso de Paul Poiret, mas isto vai ficar para o final de semana!


por Thais Arrias Weiller 