Novembro 29, 2007
· Arquivada em Cinema

Não assisti a nada nesta semana que me faça querer dedicar um post único em sua “homenagem”. Sinceramente, não assisti a nada esta semana. Minha semana de provas e trabalhos da faculdade não me deixa ter acesso a tais regalias. Assisti alguns excertos na televisão a cabo e alguns curtas-metragens, enquanto rabiscava os mais diversos xérox que vão de Baudrillard a Gombrich.
Um dos trechos a qual assisti, é de um filme o qual eu já havia visto, e até mesmo aprovado, mas enfim, o que quero falar é sobre os clichês e as cenas que viram de domínio público. Refiro-me a “Rios vermelhos”, produção que conta com Jean Reno no elenco, um ator que não é de se aplaudir de pé e tampouco atirar tomates, além deste ele também trabalhos em “Rios vermelhos 2” (der!), “Wasabi” e “A pantera cor-de-rosa” que contou também com a excelente atuação de Beyoncé Knowles (oi, meu nome é ironia). Voltando ao ponto de “análise”: a cena primeira de Rios Vermelhos é o um carro dirigindo em uma tortuosa estrada de montanha, isso te lembra algo? Isso me lembrou algo: a famosa (e igualmente perfeita) cena inicial de “O iluminado” do mestre Kubrick baseado no livro de Stephen King. É incrível como isso acontece no cinema! “Como eu começo? Já sei! Que tal o carro numa montanha à lá Kubrick?” ou então “Que tal uma cena de banheiro à lá Hitchcock (ou diversos outros mestres vidrados, sabe-se lá o por quê, por banheiros)”. Ou cena de passeio em Manhattan como o Woody Allen ou algum “traveco” drogado no melhor estilo Almodóvar (apedrejem-me, mas não! Eu não gosto dele!).
Fora isso, enquanto eu escrevia este artigo de até agora 284 palavras me veio uma recorrente dúvida que já me persegue a um tempo: por que esta desmedida banalização “kubrickana” com alternativinhos de quinze anos dizendo no orkut que amam “Laranja Mecânica”. Certas horas concordo com Adorno que a Indústria Cultural é um mal muitas vezes irremediável… mas apenas em certas horas.
por Sid.
Novembro 27, 2007
· Arquivada em Literatura e outros bichos

Hoje o post é sobre uma escritora pouco conhecida que habita os livros didáticos mas está pouco presente nas prateleiras de quem gosta de ler. Marina Colasanti nasceu na Etiópia, morou os primeiros onze anos na Itália, e desde então vive no Brasil. Ela é jornalista, escritora e artista plástica.
Fui fisgada pelo livro Contos de Amor Rasgados, livro que traz contos curtos (curtos mesmo, a maioria não completa uma página, muitos tem apenas umas dez linhas) que tratam de coisas do cotidiano vistas e descritas de outros ângulos. Marina usa elementos que parecem não fazer sentido, para dizer coisas muito simples, como por exemplo:
Enfim, um indivíduo de idéias abertasA coceira no ouvido atormentava. Pegou o molho de chaves, enfiou a mais fininha na cavidade. Coçou de leve o pavilhão, depois afundou no orifício encerado. E rodou, virou a pontinha da chave em beatitude, à procura daquele ponto exato em que cessaria a coceira.
Até que, traque, ouviu o leve estalo e, a chave enfim no seu encaixe, percebeu que a cabeça lentamente se abria.
(Marina Colasanti, Contos de Amor Rasgados, Editora Rocco).O que me encanta sobre essa mulher, é que mesmo tratando tão suavemente de suas obras , consegue passar o recado de forma direta e em alguns casos, bem dolorida.
Recomendo também a leitura de Últimos Lírios no Estojo de Seda, E por falar em Amor e A moça tecelã. : )
por Thalita Coelho
Novembro 27, 2007
· Arquivada em Literatura e outros bichos

Hoje o post é sobre uma escritora pouco conhecida que habita os livros didáticos mas está pouco presente nas prateleiras de quem gosta de ler. Marina Colasanti nasceu na Etiópia, morou os primeiros onze anos na Itália, e desde então vive no Brasil. Ela é jornalista, escritora e artista plástica.
Fui fisgada pelo livro Contos de Amor Rasgados, livro que traz contos curtos (curtos mesmo, a maioria não completa uma página, muitos tem apenas umas dez linhas) que tratam de coisas do cotidiano vistas e descritas de outros ângulos. Marina usa elementos que parecem não fazer sentido, para dizer coisas muito simples, como por exemplo:
Enfim, um indivíduo de idéias abertasA coceira no ouvido atormentava. Pegou o molho de chaves, enfiou a mais fininha na cavidade. Coçou de leve o pavilhão, depois afundou no orifício encerado. E rodou, virou a pontinha da chave em beatitude, à procura daquele ponto exato em que cessaria a coceira.
Até que, traque, ouviu o leve estalo e, a chave enfim no seu encaixe, percebeu que a cabeça lentamente se abria.
(Marina Colasanti, Contos de Amor Rasgados, Editora Rocco).O que me encanta sobre essa mulher, é que mesmo tratando tão suavemente de suas obras , consegue passar o recado de forma direta e em alguns casos, bem dolorida.
Recomendo também a leitura de Últimos Lírios no Estojo de Seda, E por falar em Amor e A moça tecelã. : )
por Thalita Coelho
Novembro 26, 2007
· Arquivada em Desfiles · Tagged Desfile Cesumar, Zuzu Angel
A estilista Zuleika Angel, mais conhecida como Zuzu Angel, foi uma mulher muito importante para a moda brasileira. Mineira de Curvelo, Zuzu começou a trabalhar como costureira nos meados dos anos 50. A partir dos anos70 a estilista brasileira começou a fazer sucesso no exterior.
Simplicidade e feminilidade foram características marcantes das peças criadas por Zuzu. Ela não se continha em fazer roupas apenas para a burguesia, gostava de vestir todas as mulheres. Ela era original, principalmente em relação aos materiais que utilizava: renda de casimira, misturava renda de algodão com seda pura, chita, pedaços de panos de colchão, pedras brasileiras, pedaços de madeira, bambu e até mesmo, conchas
A estilista tinha como símbolo um anjo, que fazia referência ao seu nome e também uma relação com o seu filho Stuart Angel. Crucifixos e tanques de guerra também foram usados para fazer referencia ao seu filho. Ele foi torturado e morto pela ditadura militar na década de 70. Zuzu morreu vítima de acidente de carro, mas até hoje não sabem ao certo como foi a morte dela. Há suspeitas de que seja por causa das lutas políticas que ela participou, onde brigava por justiça pela morte de seu filho e todos os outros que foram vitimados pela ditadura.

As alunas Eunice Rodrigues dos Santos, Josimeire Ap. N. Mairon, Maria do Carmo B. Martins e Suely M. Gualda utilizaram Zuzu Angel como tema da coleção de encerramento do curso, no Desfile do Cesumar.
por Mayah Gasparoto