Em cartaz no “Vista-se”: Cinema!

Saudações aos amáveis leitores assíduos do blog “Vista-se”, por cordialidade peço a sua licença para começar a escrever aqui. Atendo pelo nome de Sidney e curso Comunicação Social – Publicidade e Propaganda, finalizando o primeiro ano. Tenho quase dezenove de idade e sou bastante ligado com as coisas das quais a minha querida amiga Thaís me incumbiu de escrever: cinema e música. Dou-te a liberdade de pensar “mas o que um guri de dezoito anos entende de cinema?!”, eu confesso inclusive, que quanto mais filmes eu assisto mais eu vejo que entendo bulhufas dele, bem como na música. São tantas facetas de roteiro, tantas experiências na fotografia, tantas peripécias na edição e tantos atores maravilhosos que aparecem. Concluindo para partir ao que interessa aqui: Sidney, prazer. Escrevo sobre cinema as quintas-feiras, com a finalidade de dar dicas para o seu final de semana nublado, e sobre música as segundas.

Como este blog tem seu mote na moda e no comportamento, o post de hoje eu faço em dois capítulos: o da moda e o do comportamento.

 

Capítulo primeiro: o filme da moda

Não há como negar que o filme da moda aqui no Brasil, com grandes chances de espalhar-se como festim pelo mundo inteiro é o filme-relato “Tropa de Elite” que vazou na internet antes de seu lançamento e eles tentaram dar o golpe de marketing dizendo que o vazado não estava inteiramente editado e quem fosse aos cinemas veria algumas mudanças e aquele discurso querendo salvar uma bilheteria teoricamente perdida. Besteira. “Tropa de Elite” tem movimentado milhares de pessoas aos cinemas. Eu, particularmente, quando fiquei sabendo da produção do título pensei de imediato “mais um filme de favela… eles querem que o Brasil ganhe um Oscar® com isso”. Evidentemente, assisti ao filme. Fui presa fácil! Caí quase que instantaneamente na intenção principal deste filme, que é a de chocar a população com os famigerados pensamentos de “Nossa! Será que isso realmente acontece?! Que absurdo!”. Filme terminado e créditos subindo pela tela, conclusão? Eis um filme “sobre a favela” que me agradou como entretenimento, visto que tem um roteiro envolvente, as cores são bonitas, as câmeras que acompanham e a maneira de apresentar o enredo me lembraram no ato o cinema alemão, ou seja, pra sentar na frente da sua televisão (ou computador) e assistir com um balde de pipoca ou um prato de brigadeiro é um filme super cabível. Porém se quiser algo mais que uma simples diversão de sábado à noite pré-balada, não é muito recomendado, pois, fato é que o filme deu uma interpretação feroz à Foucault e, bem na verdade, o filme não te traz nada de novo perante uma discussão social ou filosófica, e nesse ponto sim, pode ser considerado “mais um filme de favela”, pois cidadãos que lêem pelo menos as fontes de 36 pontos das capas dos jornais sabem que polícia corrupta e traficante dono de morro não são a novidade do verão 2008. Só mais um comentariozinho irrelevante, o IMDB colocou nas seções de recomendações na página do filme, o “Batman Begins”, cada país tem o herói que merece, não é mesmo? E viva o Capitão Nascimento!

 

Capítulo segundo: o filme do comportamento

Por falar nas câmeras de “Tropa de Elite” que lembram as produções germânicas, falemos de uma que eu vi esta semana (confesso que estes foram os únicos dois filmes os quais eu tive tempo de assistir esta semana corrida), chama-se “Liegen Lernen”, traduzido como “Aprendendo a Mentir” é uma comediazinha romântica alemã de 2003, do mesmo criador do meu queridíssimo “Adeus, Lênin” e do não tão querido assim “Corra Lola, Corra”. Enredo simples de um guri que busca a guria para ter para sempre do seu lado, e o roteiro nos faz viajar desde a sua primeira transa na adolescência até seus “trinta-e-poucos” passando pelas mulheres de sua vida. Por ser do mesmo criador de “Adeus, Lênin” confesso que fiquei um tanto quanto decepcionado com o filme, vai ver a verba não era a mesma e tampouco a sua vontade de realizá-lo posto que têm alguns deslizes na estória, como por exemplo, aonde foi parar a repórter esportiva? Por outro lado o filme ilustra conflitos perfeitamente possíveis em relacionamentos, tal como a traição e as mentiras. Mais um filme que não te faz pensar, mas é muito bom pra passar um pouco do tempo. Não chega nem a ter uma hora e meia de duração, para por cerca de ma hora e vinte, chame alguém para assistir junto e criticar as roupas e o sotaque.

 

Enfim, fiquei devendo como primeiro post porque esta semana estes foram os únicos filmes que eu assisti e tinha para comentar com vocês, pessoas. Mas hoje mesmo terminei de baixar (shh! Segredo nosso, pirataria é crime!) o último filme do mestre Ingmar Bergman em vida. Além de mais um filme da República Tcheca e o Iraniano que está dando o que falar “Tartarugas podem voar”. Semana que vem espero tratar de filmes que tenham me empolgado mais.

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1 Response so far »

  1. 1

    Thais said,

    nem pense em não e me emprestar o Bergm ou o Tcheco, ahn? senão, cabeças rolam. xD


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