Archive for Novembro, 2007

No cinema nada se cria, tudo se copia.

 

Não assisti a nada nesta semana que me faça querer dedicar um post único em sua “homenagem”. Sinceramente, não assisti a nada esta semana. Minha semana de provas e trabalhos da faculdade não me deixa ter acesso a tais regalias. Assisti alguns excertos na televisão a cabo e alguns curtas-metragens, enquanto rabiscava os mais diversos xérox que vão de Baudrillard a Gombrich.

Um dos trechos a qual assisti, é de um filme o qual eu já havia visto, e até mesmo aprovado, mas enfim, o que quero falar é sobre os clichês e as cenas que viram de domínio público. Refiro-me a “Rios vermelhos”, produção que conta com Jean Reno no elenco, um ator que não é de se aplaudir de pé e tampouco atirar tomates, além deste ele também trabalhos em “Rios vermelhos 2” (der!), “Wasabi” e “A pantera cor-de-rosa” que contou também com a excelente atuação de Beyoncé Knowles (oi, meu nome é ironia). Voltando ao ponto de “análise”: a cena primeira de Rios Vermelhos é o um carro dirigindo em uma tortuosa estrada de montanha, isso te lembra algo? Isso me lembrou algo: a famosa (e igualmente perfeita) cena inicial de “O iluminado” do mestre Kubrick baseado no livro de Stephen King. É incrível como isso acontece no cinema! “Como eu começo? Já sei! Que tal o carro numa montanha à lá Kubrick?” ou então “Que tal uma cena de banheiro à lá Hitchcock (ou diversos outros mestres vidrados, sabe-se lá o por quê, por banheiros)”. Ou cena de passeio em Manhattan como o Woody Allen ou algum “traveco” drogado no melhor estilo Almodóvar (apedrejem-me, mas não! Eu não gosto dele!).

Fora isso, enquanto eu escrevia este artigo de até agora 284 palavras me veio uma recorrente dúvida que já me persegue a um tempo: por que esta desmedida banalização “kubrickana” com alternativinhos de quinze anos dizendo no orkut que amam “Laranja Mecânica”. Certas horas concordo com Adorno que a Indústria Cultural é um mal muitas vezes irremediável… mas apenas em certas horas.

  por Sid.

Anúncios

Leave a comment »

Marina Colasanti e “Contos de Amor Rasgados”

s-22-fotomarina.jpg

 

Hoje o post é sobre uma escritora pouco conhecida que habita os livros didáticos mas está pouco presente nas prateleiras de quem gosta de ler. Marina Colasanti nasceu na Etiópia, morou os primeiros onze anos na Itália, e desde então vive no Brasil. Ela é jornalista, escritora e artista plástica.

Fui fisgada pelo livro Contos de Amor Rasgados, livro que traz contos curtos (curtos mesmo, a maioria não completa uma página, muitos tem apenas umas dez linhas) que tratam de coisas do cotidiano vistas e descritas de outros ângulos. Marina usa elementos que parecem não fazer sentido, para dizer coisas muito simples, como por exemplo:

Enfim, um indivíduo de idéias abertasA coceira no ouvido atormentava. Pegou o molho de chaves, enfiou a mais fininha na cavidade. Coçou de leve o pavilhão, depois afundou no orifício encerado. E rodou, virou a pontinha da chave em beatitude, à procura daquele ponto exato em que cessaria a coceira.
Até que, traque, ouviu o leve estalo e, a chave enfim no seu encaixe, percebeu que a cabeça lentamente se abria.
(Marina Colasanti, Contos de Amor Rasgados, Editora Rocco).
O que me encanta sobre essa mulher, é que mesmo tratando tão suavemente de suas obras , consegue passar o recado de forma direta e em alguns casos, bem dolorida.

Recomendo também a leitura de Últimos Lírios no Estojo de Seda, E por falar em Amor e A moça tecelã.  : )

 por Thalita Coelho

Comments (2) »

Marina Colasanti e “Contos de Amor Rasgados”

s-22-fotomarina.jpg

 

Hoje o post é sobre uma escritora pouco conhecida que habita os livros didáticos mas está pouco presente nas prateleiras de quem gosta de ler. Marina Colasanti nasceu na Etiópia, morou os primeiros onze anos na Itália, e desde então vive no Brasil. Ela é jornalista, escritora e artista plástica.

Fui fisgada pelo livro Contos de Amor Rasgados, livro que traz contos curtos (curtos mesmo, a maioria não completa uma página, muitos tem apenas umas dez linhas) que tratam de coisas do cotidiano vistas e descritas de outros ângulos. Marina usa elementos que parecem não fazer sentido, para dizer coisas muito simples, como por exemplo:

Enfim, um indivíduo de idéias abertasA coceira no ouvido atormentava. Pegou o molho de chaves, enfiou a mais fininha na cavidade. Coçou de leve o pavilhão, depois afundou no orifício encerado. E rodou, virou a pontinha da chave em beatitude, à procura daquele ponto exato em que cessaria a coceira.
Até que, traque, ouviu o leve estalo e, a chave enfim no seu encaixe, percebeu que a cabeça lentamente se abria.
(Marina Colasanti, Contos de Amor Rasgados, Editora Rocco).
O que me encanta sobre essa mulher, é que mesmo tratando tão suavemente de suas obras , consegue passar o recado de forma direta e em alguns casos, bem dolorida.

Recomendo também a leitura de Últimos Lírios no Estojo de Seda, E por falar em Amor e A moça tecelã.  : )

 por Thalita Coelho

Comments (11) »

Zuzu Angel vira tema de coleção de alunas do Cesumar

A estilista Zuleika Angel, mais conhecida como Zuzu Angel, foi uma mulher muito importante para a moda brasileira. Mineira de Curvelo, Zuzu começou a trabalhar como costureira nos meados dos anos 50. A partir dos anos70 a estilista brasileira começou a fazer sucesso no exterior.
Simplicidade e feminilidade foram características marcantes das peças criadas por Zuzu. Ela não se continha em fazer roupas apenas para a burguesia, gostava de vestir todas as mulheres. Ela era original, principalmente em relação aos materiais que utilizava: renda de casimira, misturava renda de algodão com seda pura, chita, pedaços de panos de colchão, pedras brasileiras, pedaços de madeira, bambu e até mesmo, conchas
A estilista tinha como símbolo um anjo, que fazia referência ao seu nome e também uma relação com o seu filho Stuart Angel. Crucifixos e tanques de guerra também foram usados para fazer referencia ao seu filho. Ele foi torturado e morto pela ditadura militar na década de 70. Zuzu morreu vítima de acidente de carro, mas até hoje não sabem ao certo como foi a morte dela. Há suspeitas de que seja por causa das lutas políticas que ela participou, onde brigava por justiça pela morte de seu filho e todos os outros que foram vitimados pela ditadura.

  

Desenhos feitos por Zuzu Angel

 

As alunas Eunice Rodrigues dos Santos, Josimeire Ap. N. Mairon, Maria do Carmo B. Martins e Suely M. Gualda utilizaram Zuzu Angel como tema da coleção de encerramento do curso, no Desfile do Cesumar.

Roupa inspirada em Zuzu, apresentada no desfile do Cesumar Peça apresentada no desfile do Cesumar Peça apresentada no desfile do Cesumar Final do desfile  

por Mayah Gasparoto

Leave a comment »

A Raposa

 

Já que este é um blog de música, hoje o tema que eu escolhi tratar é o estilo da moda. Em outros posts eu já tenho falado disso. A moda agora nos clubes do mundo todo, bem como nos queridos mp4 da Foston. A certeza de sucesso hoje, é pegar umas batidas de funk carioca e colocar qualquer base vocal por cima, ou, pode até fazer uns arranjos mais elaborados de teclado e sintetizadores.
Ontem, ao assistir ao “GNT fashion”, a apresentadora foi à França cobrir a semana de moda e acabou dando um pulinho na toca da gravadora Kitsuné (a gravadora que lançou o Hot Chip “over and over and over and over…” e o super-hiper-hypado Klaxons!) Ela lança com freqüência uma coletânea de bandas que fazem o som chamado de “new rave”. São dois os mentores da empresa, um cuida da parte musical e o outro sócio cuida das roupas e tal, com suas listras e zíperes e cores.
A verdade para mim é que isso já está passando! A moda “new rave” da Kitsuné não dura mais muito tempo como topo of mind, mas eu sei lá qual é a próxima febre… acho que será o samba esquema novo estranhão.

por Sid.

Leave a comment »

Desfile de moda no Cesumar

O desfile de formatura dos alunos de moda do Cesumar foi bastante diversificado. As 28 coleções foram destinadas para públicos diversos, desde crianças até mulheres mais velhas. A cintura alta apareceu em várias peças. Em uma das coleções, todas as calças tinham a cintura alta. As peças coloridas também tiveram um lugar de destaque no desfile.
Tailândia, Harajuku, Caribe, Florianópolis, Islândia foram alguns lugares que inspiraram os estilistas.
Mas inspiração foi o que não faltou nas coleções.

Harajuku Islândia, com amor! Tailândia 

 Contos de fadas e teatro com bonecos foram os temas das duas coleções confeccionadas para as crianças.

 A Psicanálise dos Contos de Fadas e o Hip Hop Teatro de Bonecos

Joana D´arc, Tarsila do Amaral e Zuzu Angel, mulheres que marcaram época também foram fontes de inspiração.

Zuzu Angel Tarsila Do Amaral Joana

O Romantismo e o Período Medieval também não ficaram de fora, foram temas de duas coleções.

 Per�odo Medieval Modernismo

Esse ano foi o primeiro em que os alunos seguiram mais de uma linha de pesquisa. Esse ano foram cinco linhas: gestão de produto, personal stylist, evento, processo criativo e modelagem.

Jurados do Desfile circo.jpg Forever Young Manifesto Futurista em Manifesto Futurista modelagem.jpg Quem Planta Amor colhe Amor 

por Mayah Gasparoto

Comments (5) »

Desfile de Moda do Cesumar

Amanhã às 19h 10 começa o desfile de moda referente ao término da graduação dos alunos de moda do Cesumar. O evento será no Ginásio de esportes da universidade. A entrada é franca.

A comissão julgadora dos trabalhos será formada por Ivone Noni, empresária e diretora do Sindivest; Dayse Hess, jornalista; e Paula Furlan, empresária do ramo de confecção. Alguns professores da instituição também farão parte desse júri: José Mário Martinez Ruiz, coordenador do curso de moda na Instituição; Inês Sarto Soares e a coordenadora de TCC, Sandra Aparecida Calil de Oliveira.

por Mayah Gasparoto

Leave a comment »