J.K Rowling e as Relíquias da Morte

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Pode até parecer meio estranho e simples demais falar de Joane Rowling e Harry Potter num post de estréia, quando se tem tantos autores mais complexos ou clássicos que ela. Mas me lembrei de que o lançamento do sétimo e último livro da saga do bruxo mais famoso e às vezes birrento (aposto que quem leu Harry Potter e a Ordem da Fênix vai concordar), intitulado de Harry Potter e as Relíquias da Morte, será no dia 10 de novembro, aqui no Brasil. Obviamente os pottermaníacos não esperaram a versão em português pra devorar a última parte da história, e afinal de contas, o incidente do cara que fotografou todas as páginas do livro e colocou na internet, facilitou a vida de muitos fãs curiosos. Eu mesma admito que não resisti, e li a tradução porca feita por fãs, mas nem por isso vou deixar a minha coleção esperando eternamente pelo derradeiro livro.

Rowling pode não ser um Tolkien da vida, que criou até um idioma específico para os elfos, na sua obra mais famosa e adorada pelos nerds, O Senhor dos Anéis, mas convenhamos que ela foi muito esperta se apoderando de lendas de diferentes países, como os leprechauns da Irlanda, as lindas veelas do continente europeu, as sereias gregas, e até mesmo os conterrâneos de Rowling, os grindylows. Além disso, Joane colocou um toque mágico em coisas que aparentemente eram normais, como a plataforma Nove e Meia, que se localizava no meio de um movimentado metrô de Londres, e levava os bruxinhos e bruxinhas até Hogwarts: a escola que todos nós sonhamos em estudar, pelo menos desde que Rowling lançou A Pedra Filosofal. E admitam: quem não ficou com vontade de comer os feijõesinhos de todos os sabores ou um sapo de chocolate e colecionar bruxos como Alvo Dumbledore e Nicolau Flamel em figurinhas que se mexem? Eu sempre quis um uniforme como o de Hogwarts, ou fazer uma refeição ao lado de Harry, Rony e Hermione. Rowling acertou em tudo, desde os quadros que se movimentavam de moldura em moldura, até as velas que flutuavam no Salão Principal de Hogwarts.

A maldita conseguiu através de um estilo de narração simples, sem escrever de forma lá muito diferente do que milhares de outros escritores, prender a atenção de crianças, adultos, velhos, papagaios, cachorros ou qualquer outro ser. Quando digo que Rowling não escreve diferente de muitos autores, não quero dizer que ela é ruim, mas sim, que se você lesse qualquer outro texto dela, você nunca a reconheceria por traços na escrita ou diferenciais, você poderia dizer que um texto é dela medindo o nível de criatividade da história, porque com certeza Rowling não tem problemas com criatividade; além de escrever desde os seis anos de idade, ainda é formada em literatura e filologia francesa, não que diplomas façam um bom autor, mas ajuda muito em termo de técnica. Mesmo com sua formação, ela continuou com um estilo limpo e leve, Rowling vive de simplicidade, e foi assim que conquistou o mundo inteiro. : )

A partir daqui as coisas escritas podem conter SPOILERS. Se quiser ler, (e que fique bem claro que é por sua própria conta e risco) selecione com o mouse.

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Harry Potter e as Relíquias da Morte – J.K. Rowling
finalmente, avada kedavra e o fim

Na minha opinião, um dos melhores livros da saga Potteriana, Rowling surpreendeu com as teorias e surpresas à cerca de alguns personagens, e com certeza se você espera ver um final surpreendente, acho que vai quebrar a cara. O final é bem o que esperávamos (pelo menos o que eu esperava), mas os meios são tão emocionantes, que aquele final é como um alívio para o leitor. Rowling me deixou triste matando alguns personagens que eu adorava, e principalmente, por ter me deixado chupando dedo, esperando que Sirius fosse voltar. Mas tudo bem, acho que vou superar esse trauma. : /

Livro muito bem escrito, o que não é novidade. Com a simplicidade e a criatividade de sempre, Rowling nos fez seguir cada passo do Harry birrento, da Hermione CDF e os do nosso querido e medroso Rony. É muito visível que a obra de Rowling foi evoluindo com as personagens, e como é de se esperar, nessa obra, eles estão muito mais adultos e prontos a enfrentar o perigo que Voldemort representa.

No fim das contas, muita gente não gostou do fim da saga de Harry Potter, mas que vai ser difícil encontrar alguém que carregue o leitor numa viagem, como Rowling fez, isso vai! : )

BAFONS!

Dumbledore saiu do armário!

Rowling estava numa leitura do sétimo livro, no Carnegie Hall quando um jovem soltou a pergunta: “Alguma vez Dumbledore encontrou o amor verdadeiro?”. A autora revelou na lata: Dumbledore se apaixonou por seu velho amigo e futuro rival Grindelwald, que aparece bastante em As Relíquias da Morte, e esse amor cegou Dumbledore para a verdadeira natureza de Grindelwald. “Foi a grande tragédia de Dumbledore”, completou Rowling.

 

 por Thalita Coelho

 

 

 

 

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1 Response so far »

  1. 1

    FErio said,

    estreando com um ótimo testo =p


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