Archive for Fevereiro, 2008

Sapato com salto dobrável

Você já pensou em sair de casa com um sapato salto alto e voltar com um sapato baixo? Normal se fossem dois sapatos. O diferente é que inventaram um sapato que diminui ou aumenta de acordo com a vontade de quem usa. A invenção é obra de dois irmãos americanos: David e Lauren Handel.

Sapato Dobrável

O salto dobrável diminui até 5 cm. Para fazer isso é preciso puxá-lo, dobrá-lo e prendê-lo na parte de baixo do salto, dentro da haste de aço localizada na cavidade interna do salto. No vídeo (http://www.youtube.com/watch?v=lDatddBfwIk&eurl=http://www.camileonheels.com/youtube.cfm) fica bem ilustrado o modo de fazer.
O sapato que tem o salto dobrável está disponível em 9 diferentes modelos: clássico envernizado, de camurça, bico fino, estilo boneca, amarrado atrás, amarrado no tornozelo, duas cores, versão sandália e outros. Todos os modelos podem ser vistos em http://www.camileonheels.com/shop.cfm.
Eles possuem um valor elevado. O mais barato, modelo Vanna, custa $210.00. Os mais caros são os modelos Camelia e Marta, ambos custam $325.00.

Vanna Marta Camélia 

 

por Mayah Gasparoto

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Por enquanto, em Paris

A semana de moda de Paris destaca-se por seu conservadorismo e classe. Conservadorismo tal que, salvo umas duas marcas, pouca coisa das novas tendências do mercado foram vistas lá; tendo se repetido alguns dos estilos das estações passadas, como a masculinização do feminino. Dentre as pouca inovações, podemos destcar certamente a Balenciaga e a linha dourada de Vivienne Westwood.

Seguindo a linha apresentada nas últimas duas coleções (inverno e verão 2008), a Balenciaga, nas mãos do designer Nicolas Ghesquière, continua reinventado a linha minimalista desenvolvida por seu fundador na década de 1960. Se no inverno passado o novo estava no minimalismo em si, no verão a novidade era os tecidos floridos e os detalhes em couro e a evolução das formas orgânicas, neste inverno o que mais chamou a atenção foi o geometrismo, presente em todas as peças fazendo-as parecer criações rígidas e industriais.

Balenciaga Balenciaga Balenciaga Balenciaga Balenciaga

Nunca contente como o “corriqueiro”, Vivienne Westwood apresentou sua coleção da Gold Line (linha mais cara e luxuosa de sua marca) com estampas feitas por crianças de sete anos de idade, ao som de Tati-quebra-Barraco com direito a modelos “montadas” em pernas de pau. A mistura nada ortodoxa, mas digna na Rainha do Punk, contou com muitas cores, calças skinny e volumes interessantes. Caro, nada muito semelhante ao já apresentado esta anos nas semanas de moda…

Vivienne Westwood Vivienne Westwood Vivienne Westwood Vivienne Westwood
Vivienne Westwood Vivienne Westwood Vivienne Westwood Vivienne Westwood

Dentre os que apostaram no jogo femme x home, Bruno Pieter foi quem deixou os traços mais claro em coleção comercial. Roupas inspiradas em ternos, gravas, calças de alfaiate… tudo para mostrar um mulher forte, tal qual nas décadas de 1940 e 1980. Algumas sais e vestidos na coleção tentaram afeminar o traço, mas sem esquecer o tom central do desfile.

Bruno Pieters Bruno Pieters Bruno Pieters Bruno Pieters

Fazendo a mulher parece, literalmente, uma boneca em relação ao grande cabelo, grandes óculos, grandes padrões nas estampas e ainda maiores olhos, ficou clara a influência do inícios dos anos 1970 e à adorada Miss Robinson do filme Primeira Noite de um Homem no desfile de Christian Dior. John Galliano, o designer da Dior, usou preto, branco e cores super saturadas nas formas próximas ao corpo e ultra-femininas para ajudar em sua caracterização.

Christian Dior Christian Dior Christian Dior
Christian Dior Christian Dior Christian Dior Christian Dior

Falando em ternos, Martin Margiela o desconstruiu, destacando o que havia de mais masculino nele, como as ombreiras. Outras peças tentaram dar mais fluidez ao já sólido desfile, sempre apostando das linhas diagonais e a construção por camadas.

Maison Martin Margiela Maison Martin Margiela Maison Martin Margiela Maison Martin Margiela Maison Martin Margiela

Contestando o ritmo frenético que a moda anda hoje, a dupla Holandesa Viktor & Rolf dez um desfile protesto. Para tanto, os tons utilizados foram quase que apenas o preto e tons de cinza, e ou as roupa ou a face das modelos clamavam o dizer “NO!”, ou seja, “não!”. As roupas pareciam se transformando em outras, como se, desde de sua concepção até sua confecção, a moda já tivesse mudado a ponto de que a roupa tivesse de mudar de design, o ainda mal acabadas, faltando pedaços ou com grampos fazendo a costura entre as partes.

Viktor & Rolf Viktor & Rolf Viktor & Rolf
Viktor & Rolf Viktor & Rolf Viktor & Rolf

Inspirado do drapeado grego, Junya Watanabi modelou sua coleção quase que inteiramente em jersey cinza a fim de dar leveza e fluidez às suas criações.

Junya Watanabe Junya Watanabe Junya Watanabe Junya Watanabe Junya Watanabe

Famosa por seus volumes, Rei Kawakubo da Comme des Garçons inspirou-se no romantismo para dar forma a sua coleção. As roupas vermelhas, rosas, roxas, brancas e pretas mostravam a feminilidade e o amor por meio dos babados, fitas, laços e rendas. A desconstrução dos trajes, uma constante da estilista, esteve presente não só nos acabamentos, mas também nos dois últimos looks do desfile, que mais pareciam as roupas-de-baixo do séc.XVII.

Comme des Garçons Comme des Garçons 02 Comme des Garçons Comme des Garçons Comme des Garçons

De clara inspiração no início do séc.XIX, Yohju Yamamoto construiu jaquetas e chapéus de modelagem complexa utilizando fortemente, como de costume, o preto em contraste com algumas cores saturadas. Algumas barras não foram costuradas, de forma que, enquanto a modelo andava, o tecidos “desaparecia no ar” (Jessica Bumpus, na Vogue inglesa).

Yohju Yamamoto Yohju Yamamoto Yohju Yamamoto Yohju Yamamoto

por Thais Arrias Weiller

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As Extravagâncias da Moda

Mais um editorial na nossa lista, e este chama atenção não só pelo luxo das roupas, pela imagem de mulher-rica-e-superficial-que-não-liga-para-os-filhos que a modelo Anja Rubik e pelos angulos e iluminação interessantes utilizados por Miles Aldridge, mas também pela polêmica causada pelo mesmo. Em uma das fotos, a “glacial” Anja contrata com uma mulher negra vestida de empregada, o que foi criticado fortemente pelo repórter de moda do New York Times Guy Trebay. Ele alegou que era um fortíssimo caso de preconceito vestir uma modelo negra de empregada. O problema foi que a moça era, de fato, uma arrumadeira do hotel onde a seção foi feita e apareceu na foto por que Miles encontrou nela uma “capacidade de atração capaz de superar qualquer preconceito racial”.

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por Thais Arrias Weiller

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Os melhores e os piores do Oscar

A noite do Oscar costuma ser bastante glamurosa e esse ano não foi diferente.
Os vestidos mantiveram a cor do tapete: o vermelho predominou nos trajes. As cores escuras e neutras também apareceram bastante. Os brilhos não poderiam ficar de fora da festa mais esperada do cinema: apareceram nas jóias e nos próprios vestidos. O modelo tomara-que-caia foi o favorito, em segundo lugar ficou o modelo de um ombro só.
Um vestido que achei super diferente foi o da atriz francesa, Marion Cottilard, ganhadora do Oscar de Melhor Atriz. A atriz usou um longo de Jean Paul Gaultier que parecia feito com escamas. Na minha opinião, além de o Oscar de melhor atriz ela merece o prêmio de melhor vestido.

Marion Cottilard Anne Hathaway Cate Blanchett Heidi Klum Jennifer Garner Jessica Alba Keisha Whitaker Penelope Cruz Hilary Swank

Já o troféu abacaxi vai para a atriz Jennifer Hudson, que escorregou no red carpet com vestido assinado por Roberto Cavalli. O longo branco aumentou as medidas da atriz e deixou algumas gordurinhas a mostra.

Jennifer Hudson Jennifer Hudson Ellen Page Faye Dunaway Diablo Cody Julie Christie Nancy Walls Ruby Dee Tilda Swinton

As fotos dos melhores e dos piores vestidos do Oscar foram retiradas do site http://www.oscar.com/redcarpet/index.

por Mayah Gasparoto

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Made in Italy

A semana de Moda de Milão acabou há pouco, por isso vamos dar uma olhadinha nos melhores momentos e rever os principais pontos de cada desfile!

Como sempre, Emporio Armani investiu na elegância baseada na alfaiataria. Apa o inverno, tudo ou cinza, ou preto, com a sobriedade contrastada (ou afirmada) pelo formato dos trajes. A cintura, incontestavelmente, volta ao seu lugar enquanto armani brinca com modelagens de inspiração de 1940, 1950 e 1970. As saias estão ou nos joelhos ou no meio da coxa.

Emporio Armani Emporio Armani Emporio Armani
Emporio Armani Emporio Armani Emporio Armani

Já a Giorgio Armani utilizou muitos tons opacos realçados por detalhes com bastante saturação. O tom clássico e elegante da segunda linha foi mantido na marca principal utilizando-se as mesmas referências (cintura alta em modelagens de saias lembrando as décadas de 1940 e 1950 e calças pantalonas que repetiam a de 1970). O floral continuou apesar da mudança de estação. Os comprimentos ficaram todos ou no joelho ou no tornozelo.

Giorgio Armani Giorgio Armani Giorgio Armani
Giorgio Armani Giorgio Armani Giorgio Armani

Com a cronologia crava em algum lugar no fim da década de 1960 e início de 1970, talvez naquele conturbado ano de 1968, se passou o desfile da Just Cavalli. Saias curtas, chapéus de abas moles e uma silhueta fluída ajudaram a precisar a época, em sintonia com as estampas e bordados folk, as xadrezes interioranos e transformações animalescas (uso da silhueta de um flamingo e estampas de padronagens de onças e outros animas).

Just Cavalli Just Cavalli Just Cavalli Just Cavalli Just Cavalli

A marca mãe, Roberto Cavalli, tentou algo um pouco mais conservador, com comprimentos no joelho e uso indiscriminado de preto, mas com referências bem diferentes. Apesar de o glamour dos anos 50 ter sido apontado como principal tendência no desfile, a escolha de cores e as combinações com elas feitas lembra em muito as pinturas folclóricas polonesas e russas.

Roberto Cavalli Roberto Cavalli Roberto Cavalli Roberto Cavalli

A tradicional Missioni saiu por uma tangente não tão tradicional assim. Repleta de geometrismos, a coleção saiu bastante minimalista, corrente que vai contra as últimas semanas de moda. Os cores foram bem sóbrias e os shapes bem distantes do corpo.

Missoni Missoni Missoni
Missoni Missoni Missoni

O volumes foi a grande aposta de Alberta Ferretti, que utilizou cores fortes aliadas ao preto e chumbo em tecidos brilhantes, rígidos ou fluídos, para dar a sustentação. Algo interessante, que também apareceu em ouros desfiles, foi o uso de tule, antes visto como forro, na parte de fora das roupas.

Alberta Ferretti Alberta Ferretti Alberta Ferretti Alberta Ferretti Alberta Ferretti

Até mesmo a jovem marca D&G mostrou um grau elevado de sofisticação! Apesar das formas fluídas e aparentemente desleixadas dos vestidos xadrezes que repetiam muito à juventude setentista, os laços, sueters, comprimento no joelho, chapéus e cintos fininhos mantiveram a graça dos looks.

D&G D&G D&G D&G

Dando continuidade aos lenços e xadrezes, mas com ares mais adultos, transcorreu o desfile de Dolce & Gabbana. As formas fluídas continuam, mas agora um pouco mais rupestres. O comprimento declarado para as saias é abaixo dos joelhos enquanto as calças mantêm-se no ossinho do tornozelo (alta assim mesmo!), tanto skinny quanto as mais largas, que pareciam até um pouco baggy.

Dolce & Gabbana Dolce & Gabbana Dolce & Gabbana Dolce & Gabbana

Sempre se inovando, Miuccia Prada apostou geometrismos. Porém, como seu forte é sempre o contraste, afastou o minimalismo comum das formas geométricas com muitas rendas. A palheta utilizada foi composta majoritariamente por preto, mas houve pinceladas de laranja, marrom, dourado e azul bebê. O comprimento nas proximidades do joelho foi inquestionável.

Prada Prada Prada Prada

De cara jovem, a Marni utilizou várias cores misturadas a tons de cinza para preenxer suas formas minimalistas e modernas. Abusando dos volumes e sobreposições, a coleção lembra vagamente a década de 1960, parecendo bastante contemporânea. Há algo de muuuuito semelhante entre este desfile e o de Marc Jacobs de verão 2008, mas… Fazer o que?

Marni Marni Marni Marni Marni

Enlevando a dolcezza feminina, Luisa Beccaria utilizou apenas braço, creme, bege, cinza dourado, roxo, azul e outras matizes bem clarinhas. Babados, laços, bordados, volumes e modelos infantis também foram escalados para tarefa, que rendeu um dos desfiles mais fofos da estação!

Luisa Beccaria Luisa Beccaria Luisa Beccaria Luisa Beccaria Luisa Beccaria

por Thais Arrias Weiller

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Toda Rosa tem um Espinho

Continuando nossa onda de um editorial por dia, este é da Harpers Bazaar do Reino Unido de Março deste ano. As fotos são de John Lindquise, a produção de Vanessa Coyle e a modelo é Ekat Kiseleva. Bom frisar, re-frisar e frisar novamente; clara tendência multiculturalista (neste caso, predominando o country/folk) , que nem alertamos!

Atenção aos comprimentos; predominantemente curtos, mas com nuances à altura dos joelhos e tornozelos. As estampas, como o último editorial, também estão com tudo.

Every Rose has it's Torn Every Rose has it's Torn Every Rose has it's Torn Every Rose has it's Torn Every Rose has it's Torn Every Rose has it's Torn Every Rose has it's Torn Every Rose has it's Torn Every Rose has it's Torn Every Rose has it's Torn Every Rose has it's Torn Every Rose has it's Torn

por Thais Arrias Weiller

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Inspiração Oriental

Fotografado inteiramente em Shagai, o Calendário Pirelli 2008 foi o primeiro feito na Ásia. O que surpreende nesta edição é a area de cobertura das roupas; não encontrei nenhuma modelo nua! E isto em um calendário “de borraxaria”!

Extremamente fashionable nos trajes, a escolha das modelos não podia ser diferente. Participaram das fotos Maggie Cheung, Agyness Deyn, Lily Donaldson, Du Juan, Doutzen Kroes, Catherine McNeil, Mo Wandan, Sasha Pivovarova, Coco Rocha, Gemma Ward e nossa compratriota Caroline Trentini.

Foto do Calendário Pirelli 2008 Foto do Calendário Pirelli 2008 Foto do Calendário Pirelli 2008 Foto do Calendário Pirelli 2008 Foto do Calendário Pirelli 2008 Foto do Calendário Pirelli 2008 Foto do Calendário Pirelli 2008

por Thais Arrias Weiller

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