Mais uma espiada em Paris

Estamos no fim da semana de moda de Paris, que pena… Aqui o resume dos últimos desfiles, menos os de Domingo, que vou fazer mais tarde = )

Apesar de a masculinização ter sido a referência mais marcante, foi possível ver um pouco de orientalismo na coleção de Karl Lagerfeld. Outro ponto interessante, o qual a imprensa prestou muita atenção, foi o fato de Karl parecer ter vestido as modelos como ele em uma versão feminina, tal qual foi o uso de couro, óculos escuros, camisas brancas, alfaiataria, luvas e gravatas borboleta.

Karl Lagerfeld Karl Lagerfeld Karl Lagerfeld Karl Lagerfeld Karl Lagerfeld 05

Misturando o Folk ea Década de 1980, Dries Van Noten apresentou uma coleção um bocado original. Estampas fortes, com muitas cores, foram imprecas em chiffons esvoaçastes, contrastando a dureza das peles e couros. O uso de uma palheta bem vasta ajudou a criar este poupouri.

Dries Van Noten Dries Van Noten Dries Van Noten Dries Van Noten Dries Van Noten
Dries Van Noten Dries Van Noten Dries Van Noten Dries Van Noten Dries Van Noten

Na contramão de toda sua obra, Christian Lacroix apostou no minimalismo e volumes amplos. Não pode-se chamar de inovador, visto que há um ano a Balenciaga aponta esta direção, mas Lacroix acrescentou às estatuas (pois são isto que seus trajes parecem; lindas estatuas) pequenos adornos barrocos, como que sinalizando que, por mais destoantes que fossem, estas peças ainda foram de sua autoria.

Christian Lacroix Christian Lacroix Christian Lacroix Christian Lacroix Christian Lacroix

Só por meio do preto e prata, a Givenchy mostrou a predileção por assimetria, calças skinny, e comprimento mini-saia.

Givenchy Givenchy Givenchy Givenchy Givenchy

Por ser vegan, Stella McCartney não faz nada com couro, mas isto não empobrece sua coleções de forma alguma. Nesta estação, Stella utilizou-se principalmente de feltro e chiffon para confeccionar as peças, as quais tinham todas um ar oriental, hora expressado pela modelagem de quimonos, hora pelos bordados que lembravam desenhos russos.

Stella McCartney Stella McCartney Stella McCartney Stella McCartney Stella McCartney

Alessandra Facchinetti, nova responsável pela casa Valentino, acertou em cheio com seus cortes bem talhados e modelagem precisa. O tom minimalista dominou o desfile, sendo interrompido apenas por um ou outro detalhe brocado/bordado. No final, uma homenagem ao mestre Valentino, dois vestidos completamente na cor vermelha consagrada pelo estilista.

Valentino Valentino Valentino Valentino Valentino

“Ele é o mestre da forma”, disse, entusiasmado, Calgary Avansino, diretor executivo da Vogue, após o desfile de Giambattista Valli. Seguindo a tendência da forma simples, bem traçada e volumes geométricos, o designer extrapolou este conceito de simplicidade por meio de bordados, peles e tecidos brocados.

Giambattista Valli Giambattista Valli Giambattista Valli Giambattista Valli Giambattista Valli
Giambattista Valli Giambattista Valli Giambattista Valli Giambattista Valli Giambattista Vall

A Celine aproveito a idéia minimalista e fez uma das coleções mais comerciais desfiladas em Paris, A maior parte dos vestios de saia godê ou dos trench-coats podem ser facilmente encontrados aqui ou feitos.

Celine Celine Celine Celine Celine

Seguindo o ar rebelde de seu fundados, a Yves Saint Laurent foi a marca cuja proposta mais se destacou entre as demais. Foi algo como um revival da década de 1980, como as calças baggy a simplicidade japonesa daquela época mandavam, mas com materiais (couro, jersey) e formas (assimetria, babados) mais atuais.

Yves Saint Laurent Yves Saint Laurent Yves Saint Laurent Yves Saint Laurent Yves Saint Laurent

Austeridade clássica foi a proposta da Chanel este ano. A maison, que apesar de estar no comando de Karl Lagerfeld, de quando em quanto prefere não exagerar no conceito das coleções. As cores foram pasteis, preto e cinzas, e a maior parte das peças fez referencia a clássicos da marca, como o matelassê e o tweddy.

Chanel Chanel Chanel Chanel Chanel

Inspirado no colonialismo inglês e em sua recente viagem à Índia, Alexander McQueen conseguiu compor em sua coleção uma interessante mistura de texturas, bordados e volumes. A Cintura aparece quase sempre bem marcada em seu lugar, embora em algumas peças seja utilizada a cintura império. Os looks foram majoritariamente rígidos e as cores foram o preto, chumbo, vermelho e dourado.

Alexander McQueen Alexander McQueen Alexander McQueen Alexander McQueen Alexander McQueen
Alexander McQueen Alexander McQueen Alexander McQueen Alexander McQueen Alexander McQueen

A Wunderkind propôs algo muito parecido com o que as marcas brasileiras apostaram para o inverno e por isso o destaque. A modelagem é constituída de vários terninhos, estilo escola britânica, e as cores são beeeem coloridas, utilizando-se vários matizes.

Wunderkind Wunderkind Wunderkind Wunderkind Wunderkind

Inspirado em Paul Poiret, da década de 1920 e em pinturas orientais, John Galliano criou seus trajes com volumes amplos e misturas de cores ousadas. Fluídez foi a opção de Galliano, que fez vestidos estampados de chiffon em forma de abajur e pantalonas semi-transpatentes.

John Galliano John Galliano John Galliano John Galliano
John Galliano John Galliano John Galliano John Galliano John Galliano

por Thais Arrias Weiller

Advertisements

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: