Trajes usados ganham vida nova

Junho de 2006, verão europeu; Françoise, a caminho da praia, resolve dar um up no visual e passa em um brechó para algumas compras. Dentre outras peças, encontra uma pantalona de cintura alta branca (que poderia, muito bem, ter pertencido a Brigitte Bardot), a qual não conseguiu parar de usar durante as férias. Agosto de 2006, lançamento do verão 2007 do prét-a-porte (roupas prontas para o uso) no hemisfério norte, a pantalona estoura em várias marcas como o formato de calça mais promissor para o verão do ano seguinte.

Apesar de tratar-se de uma ficção, a história acima narrada descreve o atual ciclo da moda; maior parte da população está em conformismo com o estilo vigente, algumas pessoas sugerem, conscientemente ou não, uma idéia nova, que é quase que automaticamente fisgada pelos pesquisadores de tendências, colocadas em malotes de estilo e vendidas aos conglomerados e/ou grandes varejistas de moda, por quem são lançadas como a última novidade da estação.

Comumente, a imprensa trata de noticiar estas ideias no lançamento das coleções em grandes eventos, dificilmente tratando de seu período de criação com estas pessoas, conhecido entre os teóricos de moda como inovadores. Um dos locais favoritos para pesquisa e compras destes ditos inovadores, segundo uma integrante da casta, Paula de Alcântara, 17, tendo em vista a variedade de estilos e a diferenciação do que geralmente é encontrado nas lojas.

“Não importa em quantas lojas você entre, todas vendem produtos com muito pouca diferenciação entre si. Na época que a saia godê voltou, todo lugar tinha, fosse em vestido, fosse em saia, mudando apenas o tecido, as cores e um ou outro detalhe. A verdade é que as confecções daqui costumam pegar informação em São Paulo e as de lá pegam na Europa ou nos EUA. Na verdade, todos acabam fazendo quase a mesma coisa” explica Paula, que ainda defende “Mesmo que amaior parte das pessoas procura pensar, agir e se vestir de forma o semelhante possível, não somos todos iguais. As roupas deviam demonstrar nossa individualidade, e não uma massifição coletiva, por isto prefiro comprar em brechós e fazer customizações em casa”.

Além da enorme gama de opções quanto ao estilo, Paula também prefere o brechó por questões financeiras, já que “dinheiro de estudante não dá para quase nada”, mas garante que apesar de ser, de fato, mais barato que roupas novas, a vantagem contábil não é tão grande “Em Maringá, os brechós parecem não saber bem o que fazem quanto aos preços; algumas roupas de material ruim, marcas desconhecidas e mal acabadas as vezes custam mais caro que roupas bem superiores! Uma vez, comprei um blazer da marca alemã Escada Couture com tecido 100% seda por metade do preço de um de polyester”.

Lucas, por outro lado, apesar de gostar, não efetivou ainda muitas compras; apenas três paletós. Porém, foram três compras estremamente racionais, já que levou em consideração “serem peças que queria há algum tempo, por serem de bons tecidos e por terem detalhes interessantes como botões bonitos”.

Bem, nesta minha looonga vida (algo mais que vinte anos), pude passar por muitos brechós. Alguns muito bons, outros nem tanto; mas de qualquer forma, tenho os endereços. Se são uteis a alguém, não sei, mas vou deixa-los aqui em baixo. = )

Brechós ótimos e que recomendo:

Passado Presente – Rua Augusta, São Paulo – (11) 3081-6253
Vó Judith – Rua do Carmo, São Paulo – (11) 3105-4753
Camarim – Rua Antonio de Macedo, São Paulo – (11) 5543-5304
Capricho à Toa – Rua Heitor Penteado, São Paulo – (11) 2137-5926
DeGriffée – Av. Ibirapuera, São Paulo – (11) 5083-4747
Minha Avó Tinha – Rua Dr.Franco da Rocha, São Paulo – (11) 3865-1759
Sinhá Moça – Av. Borges de Medeiros, Gramado, RS – (54) 3286-2762

Alguns não tão bons, mas em Maringá:

Garage Sale – Av. Neo Alves Martins; perto da Duque de Caixias, na direção da Av.Paraná – (44) 3031-6051
Brechic – Esquina da Rua Joubert de Carvalho com Piratininga – Perguntar o telefone do Garage Sale, visto que são da mesma dona e não consta na lista
Maristela Shimabukuro – Rua Martim Afonso Pena, 2776 – (44) 3031-5052
Brechó sem nome – Av. Tamandaré, 734 – (44) 3226-7192

Hoje, não é mais necessário ir à loja para realizar este tipo de compras; pode-se usar apenas a internet. Na segunda feira vou deixar os links de alguns que confio ou que tenham chamado minha atenção (embora alguns destes sejam de outros países e não entreguem aqui… =~)

por Thais Arrias Weiller

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