Pequin em foco

A cada ano, os trajes esportivos ficam mais tecnológicos devido ao montante gasto com pesquisas e desenvolvimento para melhorar o desempenho dos atletas. Isto fica mais óbvio nesta época, a cada quatro anos, quando as equipes olímpicas desfilam nas competições com o máximo que seus Traje da Speedo utilizado nas Olimpiadas que já esta disponivel para encomendas pela bagatela de U$550,00patrocinadores podem oferecer.

Um dos melhores exemplos do grau de evolução destes trajes  são os empregados nas provas de natação, em especial os bodyskin, os quais cobrem todo o corpo para diminuir o atrito da água com o mesmo. Os da Speedo, por exemplo, ultrapassam tranquilamente o preço de U$400,00 e foram desenvolvidos com tecnologia comprada na Nasa, com tecido inspiradado da pele de tubarões e com o menor peso e maior resistência à água, com a modelagem feita por computador após o scanniamento digital do corpo de vários nadadores e membranas de poliuretano ultra-fino cortadas a laser que visam diminuir ainda mais o atrito.

Com tanta tecnologia, a qual é dominada pelas empresas de materiais esportivos, ao primeiro olhar parece que não sobra muito espaço para o design de trajes. Porém, após um pouquinho de antenção, percebe-se que há justamente o espaço necessário para tal exposição; na vestimenta das delegações tanto na abertura dos jogos quanto instantes antes das competições. Estes trajes costumam não mudar conforme o esporte, sendo que cada país define o padrão de seus atletas. Este ano, a delegação americana, a qual havia sido criticada nos jogos passados por “informalidade extrema”, confiou a Ralf Lauren a obrigação de desenhar o uniforme. O resultado foi um elegante conjunto de blazer  azul-marinho e calças, camisa e boina brancos na melhor inspiração marinheira 1920-1930 (típica do estilista) e, ao mesmo tempo, contemplando as cores da bandeira americana. Para o deslocamento até as competições, aí sim, calças azul-marinho e capote nas cores na badeira, em uma situação cabivelmente informal.

Delegação Americana Delegação Americana Delegação Americana Delegação Americana

A maior parte dos outros países também deu preferência à algo mais elegante para a parada da cerimônia de abertura. A França, por exemplo, optou por blazers cinzas e calças chumbo para os homens e camisas com obi vermelho para as mulheres; patriótico e ao mesmo tempo uma homenagem aos anfitriões. Já a da Australia, apesar de não utilizar blazers e sim jaquetas, teve moldes bem ajustados ao corpo, com claras referências à cultura jovem das décadas de 1950 e 1970 (degradê dos tons).

Delegação Francesa Delegação Francesa 01 Delegação Austráliana Delegação Austráliana

Grande parte, optou pela elegância máxima, como a holandesa, a britânca e até a irlandesa e (um pouco, já que o caimento dos trajes não ficou tão bom) a chinesa.

Delegação Holandesa Delegação BritânicaDelegação Irlandesa Delegação Irlandesa Delegação Chinesa Delegação Chinesa

Agora, sinceramente, a delegação brasileira é algo que estou tentando entender até agora… Simplesmente, não parecia com nada. Aquilo é o novissimo “blazer cargo” ou apenas uma variação estranha dos coletes-multifuncionais de cameramen?

Delegação Brasileira Delegação Brasileira Delegação Brasileira

por Thais Arrias Weiller

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