Fabricas inumanas podem ter fim

A falta de segurança e local de trabalhos próprios, limpos e seguros, os salários baixíssimos e as jornadas de trabalho infindáveis em países em desenvolvimento, como Índia, China, Bangladesh e Siri Lanka não nos é novidade. O largo uso por parte de indústrias da moda (tanto têxteis quanto de acessórios ou calçados) destas fábricas também não é algo novo. A BBC até fez um belo documentário no qual jovens britânicos, acostumados com a sociedade de lá e que, de alguma forma, desdenhavam a forma de produção das suas roupas,foram para Índia, viver como os indianos e trabalhar em fábricas de confecção e na colheita de algodão. O resultado, apenas de não ser surpreendente, nos leva por um caminho divertido até ele.

Esta situação causa, há algum tempo, protestos e revoltas por parte da população mais socialmente ativa, a exemplo do filme alemão Edukators, e agora está sendo adotada por uma parcela maior da população. Tratamento justo, cargas horárias menores, condições melhores no local de trabalho e salários descentes são algumas das exigências que, após tanto tempo, estão sendo ouvidas por uma das áreas da indústria que mais explorava estes bolsões de pobreza para fazer seus produtos: a indústria esportiva. As maiores marcas do ramo, dentre elas Nike, Adidas, New Balance, Umbro e Speedo, se reuniram na Bélgica para discutir a melhora nas condições de trabalho. Atitude foi incentivada pela campanha chinesa Play Fair, a qual procura exigir melhores condições para os trabalhadores.

Como a maior parte destas fabricas em países em desenvolvimento não são das empresas em si, e sim contratadas sob contratos de terceirização, o acordo pode demorar um pouco para surtir efeito, já que depende do diálogo e comprometimento das marcas com estas fábricas. Apesar de, por enquanto, apenas um pequeno ramo das empresas que se utilizam deste método de serviço estas se mobilizando, os demais podem, também, começar a cobram mudanças; tudo depende de como os consumidores estão posicionados.

por Thais Arrias Weiller

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