Os versos gaúchos do Reverso Revolver

Reverso Divulgação

Prometo que depois dessa fico um tempo sem falar de bandas gauchas. Mas é irresistível não comentar Normsobre a Reverso Revolver, uma banda que começou no início de 2006 é já tem uma boa trajetória, pelo menos de estrada.
Com apenas um ano de banda, os quatro gaúchos, Felipe Zancanaro na guitarra, Rodrigo Pacote no baixo, Marcelo Mendes na bateria e Saymond Ross na guitarra e voz, saíram do Rio Grande do Sul e foram fazer alguns shows na Bahia, onde foram muito bem recebidos.
A banda tem planos de lançar seu primeiro EP em setembro, e também de fazer uma nova turnê por algumas capitais do país.
Então agora você confere um bate papo com o guitarrista da banda, Felipe Zancanaro, que contou um pouco como que foi a experiência de fazer um tour na Bahia e também revelou algumas novidades e curiosidades sobre a banda.

felipe biscuit Vista-se– Antes de tudo, conta pra gente como que começou o Reverso Revolver.

Felipe-O Saymond foi ensaiar no estúdio que eu trabalhava, acabamos nos conhecendo e ele me chamou para tocar. O Marcelo entrou quando voltamos para gravar o primeiro EP, gravamos três musicas, e logo depois entrou o Pacote, ai a gente ficou enfurnado fazendo musica!

Vista-se– Felipe, como que surgiu a oportunidade de tocar na Bahia?

Felipe– Na verdade o Saymond, morou sete anos em Luiz Eduardo Magalhães. Essa cidade é uns 1000Km de Salvador. Ai mexe ali, mexe aqui, fomos tocar em um pub no Pelourinho. Foi demais! Tocamos com os Honkers, uma banda que nega o Caetano mas tem um dos shows mais empolgantes q eu já vi(rss).
Ai, um cara nos convidou para tocar num projeto, no dia seguinte, no Largo da Soledade, em Salvador mesmo. O projeto chamava “Não Largo da Soledade”. Foi um dos shows mais malucos que já fiz. O elenco que ia se apresentar era de uma ecleticidade absurda, tinha o pessoal do rap, gente finíssima, o pessoal do samba, repentista… E o publico, eram skatistas, crianças, tias, enfim, pegaram o bairro inteiro e enfiaram na praça, a gente morrendo de medo se ser tocado dali a pontapés (rss), mas no fim fomos muito bem recebidos.
E dali fomos para Luiz Eduardo Magalhães, que era nosso motivo principal, tocar na cidade do Saymond. Esse foi demais, tinha uma galera, foi só alegria!

Vista-se– E vocês têm planos de fazer uma nova viagem para o fim do ano, certo? O que vem de novo?

Felipe- É, a viagem ta mais pro início de 2009, mas a intenção é cobrir as principais capitais, daqui até Salvador e voltar pelo meio do país. Curitiba, Florianopolis, São Paulo, Brasília, talvez Cuiaba, Goiania… Temos que fechar meio que tudo ao mesmo tempo para não dar conflito de data. E eu estou entusiasmado com o que pode rolar nessa tour, não só de experiência, como de crescimento pra banda.

Vista-se– E falando um pouco das composições, quem compõe as letras e as melodias?

Felipe- Em geral, as canções são do Saymond. Algumas são minhas, outras feitas praticamente em conjunto, é tudo muito democrático. “Almoço Perfeito” é minha com pitaco da galera.“Objeto de decoração” é minha e do Saymond. Os arranjos muitas vezes transformam completamente as musicas, é o caso de Setembro, que dá o nome ao Ep.

Vista-se– E se eu disse que acho que acho o som de vocês parece com Los Hermanos? (rss)

Felipe- Ah, as pessoas comparam com tanta coisa, né? Vejo nisso uma necessidade de encontrar uma identidade, mas não vejo problema. Normalmente falam de coisas que gostamos, e que de alguma forma nos influênciam.

Vista-se- E quanto ao EP que vocês estão lançando, quais as novidades?

O EP foi produzido pelo Eduardo Suwa, junto com a banda. Mas ele já produziu também Les Responsables, Stratopumas, Valentinos, entre outros.
E o EP vai ser lançado em Setembro, e esse vai ser o nome do disco. Ainda não temos a data do show de lançamento do EP, estamos em negociações, mas com certeza um show em POA, com alguém legal daqui.Está tudo em etapa de finalização.
O disco vai ter clima de chegar em casa amassado, segunda de manha…nao conseguir sair da cama. Na real, é um loucura de sentimentos e situações, mas que soam bem familiares e comuns até certo ponto, tem todo o lance do flerte, imagens e lembranças, coisas do coração.

Vista-se- E para finalizar Felipe, o que você tem pra dizer pra quem está conhecendo o Reverso Revolver agora?

Felipe- Sabe, a gente costuma escutar o que a gente faz como se não fosse nosso, e acontece muito de ficarmos emocionados com as musicas, é o lance de abrir o coração. Tem muito de nós nas musicas, de como nos sentimos em relação ao mundo e de como somos como banda e como amigos, muito amigos!
Apesar das letras terem inspirações, a gente gosta muito que elas façam sentido para cada um no seu modo de ver as coisas. Não queremos dar lições de moral, nem nada, se alguém se emocionar como a gente quando tocamos, eu já fico realizado.

Para mais informações sobre a Reverso Revolver acesse o site deles, que por sinal é um muito bem elaborado: http://www.reversorevolver.com
Até semana que vem, sem gaúchos, eu prometo!

por Lizandra Gomes Lizandra Vistase

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