Projetos Universitários desenvolvem comunidades

Desenvolver municípios com baixo IDH (índice de desenvolvimento humano). Este é o objetivo do programa Extensão Tecnológica Empresarial, composto por projetos que saem das universidades e atingem a comunidade. O programa foi idealizado pela Secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Lygia Pupatto e compõe o Programa Universidade Sem Fronteiras.
O IDR (Instituto para o Desenvolvimento Regional), a Fundação Araucária, e o Cesumar Empresarial participam do programa desenvolvendo suas atividades no município de Sarandi, na sede da APMI (Associação de Proteção à Infância e Maternidade). O IDR responde pelos projetos “Cooperativa de Bordadeiras” e “Reaproveitamento de Tecidos”. As atividades são realizadas na sede da APMI, quatro vezes por semana, sendo duas tardes para cada projeto. O projeto ‘Reaproveitamento de Tecidos” é realizado toda segunda e quarta-feiras, das 14h às 17h.
Lygia Pupatto comentou que um dos pontos principais para as cidades do interior, como Maringá, é a descentralização dos investimentos. “É nosso compromisso contribuir com os pequenos e micro empresários, para que a gente possa ajudar no desenvolvimento do nosso estado e do nosso país, e conseqüentemente aumentar a renda”.

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A coordenadora pedagógica da APMI, Halyne Franciely Navarro, contou que ano passado a entidade recebeu uma doação grande de retalhos de tecidos e pensou em formar um grupo para reaproveitar o material. De acordo com a coordenadora, a oportunidade surgiu esse ano quando os projetos do Cesumar foram aprovados. “É muito importante a interação entre as equipes do Cesumar, a APMI e a comunidade. Eles entram com a parte técnica e os funcionários. Nós cedemos o local e atendemos a população da nossa cidade”.
Vicentina Donizete Goes de Souza é uma das alunas do curso “Reaproveitamento de tecidos” e diz que vê o curso como uma forma de aprender e ganhar dinheiro. “Eu tenho três filhos, e com esse conhecimento eu posso fazer dinheiro”, afirmou.
Uma das componentes da equipe é a estudante de moda, Andressa Matsuda. “O curso é bastante produtivo porque estimula a criatividade das alunas e aumenta a percepção de vida delas, pois exige que elas saibam lidar com outras pessoas”, revelou. Andressa espera que as alunas continuem a cooperativa após o término do curso e que elas possam transmitir os conhecimentos a outras pessoas.
Paula Piva Linke, responsável pelo cronograma dos projetos, afirmou que a parte inicial dos projetos é composta por trabalhos manuais e que depois os alunos vão aprender a trabalhar com máquinas de costura e bordado. A terceira parte será a capacitação na área de formação de preços e estratégias de marketing, a fim de preparar os alunos para montarem sua própria cooperativa.

por Mayah Gasparoto

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