Archive for Literatura e outros bichos

Fim de Watchmen e Ensaio sobre a Cegueira.

Hoje quero comentar sobre duas coisas bem diferentes. Primeiro, sobre o filme de  Watchmen, que já começa a gerar polêmica entre os fãs, pois o final do longa não condiz com o escrito por Alan Moore (que deve estar em casa com suas roupas excêntricas, amaldiçoando quem trocou o fim perfeito da graphic novel), parece que Kevin Smith disse, em resposta à um dos representantes do Omelete que o fim não deturpa a história original, e que faz sentido dentro do contexto. Quer saber o quê mudou e perder toda a graça de assistir o filme e ler a  HQ? (como eu, só que já li, então, só estraguei o fim do filme) Passe o mouse e confira a diferença polêmica: No gibi um monstro criado por engenharia genética é teletransportado ao centro de Manhattan, matando grande parte da população. No filme, o monstro será substituído por várias bombas que simulam os poderes do Dr. Manhattan, que explodirão nas principais cidades do planeta(aqui acaba o spoiler).

Então, eu não sei ainda se vou gostar desse tal final, admito que odeio qualquer tipo de modificação drástica em adaptações, mas prefiro analisar o conjunto, ou seja, o filme inteiro, e não apenas o fim.

A outra coisa da qual gostaria de falar, é sobre o livro Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago, mais especificamente sobre o que ele causou em mim (e em todos que o leram) e mostrar pra vocês o efeito que a adaptação causou no próprio Saramago.

Enquanto lia o livro, tinha durante quase todo o tempo uma emoção muito intensa, que me fazia ter vontade de chorar por diversas vezes (e eu não costumo fazer isso), esse romance passa uma humanidade demasiada (como diria Nietzsche), e com a epidemia de cegueira que cai sobre um país, desperta com violência o que há de pior no ser humano (e não o que há de pior em cegos, como afirma a Federação Nacional de Cegos norte-americana). Em dois momentos determinados do livro, tive que fechá-lo e me concentrar pra que não me debulhasse no choro, que nem criança pequena. Amo livros que conseguem despertar reações e emoções tão intensas em quem os lê, e por isso Ensaio sobre a Cegueira entrou para a lista dos livros prediletos. Sei que as lágrimas que eu tranquei ao ler o livro vão despencar quando assistir ao filme. (Que vem vindo! Novembro já está aí!)

Agora, eu não sou a única a me emocionar com a história, José Saramago, quando assistiu ao filme, teve sua reação filmada. Eu tive que me controlar de novo pra não chorar (eu sei, ando chorona). Mas chega de chorumelas, assistam ao vídeo e tirem suas conclusões.

por Thalita Coelho.

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Neil Gaiman sonha com filme de 1602

Depois de Louis Leterrier (O Incrível Hulk) ter tentado convencer a Marvel Studios de que a filmagem de 1602 seria maravilhosa, os boatos chegaram aos ouvidos de Neil Gaiman, autor da série de quadrinhos, que re-ambienta os heróis Marvel na época da Inquisição (tenho os quadrinhos e adoro a história), e ele declarou em entrevista à MTV: “Eu adoraria se alguém fizesse um filme de 1602. Eu adoraria me sentar na platéia, com meu balde de pipoca, e assistir a esse filme. É algo que me deixaria muito orgulhoso. Acho que é algo que fica mais e mais possível já que a Marvel está recuperando aos poucos todos os direitos de adaptação de seus personagens para o cinema. Há uns anos seria impossível sequer pensar em um filme desses, com Quarteto Fantástico aqui, Homem-Aranha ali e X-Men acolá”.

Ok, o problema é que os Direitos Autorais ainda estão aqui, ali e acolá. Uma pena que esse projeto tenha que esperar no mínimo uns 10 anos (sendo bem otimista).

por Thalita Coelho.

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Guilhermo Del Toro fala sobre O Hobbit

Numa palestra da New Yorker, na Associação dos Diretores dos Estados Unidos, Guilhermo Del Toro falou sobre O Hobbit. Contou que durante a manhã está escrevendo o roteiro, e à tarde, assiste documentários que acredita, irão influenciar no filme: “Por exemplo, tenho visto muitos documentários da Primeira Guerra Mundial. Parece estranho, mas acho que O Hobbit é um livro nascido das experiências da geração de Tolkien com a guerra, os campos de batalha e a decepção de ver o colapso de valores. Peter Jackson entende isso e tem verdadeira obsessão pelo período, ele coleciona aviões, tanques, canhões… até navios! Ele tem reproduções de uniformes de época para cerca de 120 soldados… cada exército! Então perguntei a ele quais filmes assistir, porque não quero ficar vendo filmes antigos de fantasia. Preciso encontrar minha própria maneira de contar a história”.

Del Toro ainda falou sobre Smaug, o dragão/vilão do livro, e admitiu ter fascínio por ele: “É um símbolo poderoso e no contexto de O Hobbit ele é usado para lançar uma sombra sobre a narrativa toda. Essencialmente, Smaug representa muitas coisas… orgulho, ganância… ele é O Magnífico, afinal. É o design mais difícil do filme, temos que esgotar todas as possibilidades antes de fechar em uma opção”.

O Hobbit será gravado até 2012, espero que siga a linha das ótimas adaptações da Trilogia O Senhor dos Anéis.

Nota rápida: O que vocês acham disso? Eu acho altamente ignorante.

por Thalita Coelho.

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Livro: O melhor presente do século passado

“Lê-se mais, mas pior”. Quando o português Pedro Castro e Silva, dono de livraria, disse isso, não sabia que seria válido também no Brasil. Os índices de leitura vêm crescendo, porém as obras apresentadas pelos jovens brasileiros como preferidas são efêmeras e dificilmente serão objeto de releitura. Segundo a pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, o índice de livros por ano para cada brasileiro é de 4,7, o que seria ótimo se desse índice não fizessem parte os livros didáticos. Se tirarmos os livros impostos pelas escolas, o índice seria de 1,3 livros por ano, e é assim que o orgulho do (não) leitor brasileiro se esvai. Nota-se profunda influência dos meios de comunicação sobre o gosto do jovem, que se resume a festas, futebol e músicas como o “Créu”. A porcentagem de domícilios em que a Rede Globo de Televisão encontra-se instalada é de 99,77%, enquanto uma pessoa não lê nem dois livros por ano. O livro, além de proporcionar a melhora na escrita, oratória e raciocínio, nos leva a outros mundos, fictícios ou não, nos serve como inspiração para a criação de algo que parece sonho, em realidade, como as profetizações de Júlio Verne em suas mais de 70 obras. Em 1873 Júlio Verne, escritor francês, começou suas previsões antecipando invenções como o helicóptero, a televisão e o submarino, além de descrever com detalhes a Conquista do Espaço, fatos que se concretizariam no séuclo XX. Júlio Verne era considerado o melhor presente que um jovem poderia ganhar, no século passado. Hoje em dia os jovens nunca o leram ou sequer o conhecem. O Dia Mundial do Livro passou e nada. É fato que logo os leitores bons morrerão, e uma geração pobre intelectualmente irá tomar conta do mundo.

Aproveitando o texto sobre literatura que tive de fazer pra Disciplina de Redação, porque acho que expressa bem o meu óóóóódio com a falta de leitura boa.

por Thalita Coelho.

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Capa de Batman escrito por Gaiman cai na web

Lembram-se de quando eu falei que Neil Gaiman ia escrever Batman? Pois então, a DC soltou a capa, feita por Andy Kubert, desenhista da série 1602, também com Gaiman como escritor. Confiram:

Peço desculpas pela correria e falta de resenhas, mas me perdoem, o fim de ano está aí, e vida de vestibulanda é difícil. Prometo que logo logo vou fazer uma resenha sobre um dos melhores livros que já li, um clássico: 20.000 Léguas Submarinas, e também a comparação de Viagem Ao Centro da Terra, ambos de Júlio Verne, com o filme 3D horroroso que assisti.

por Thalita Coelho.

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Brasileiro fatura o Eisner Awards!

O maior prêmio da HQ do mundo, Will Eisner, acaba de ser faturado por um brasileiro, e melhor: gaúcho!

Rafael Grampá, ironicamente, publicou seu primeiro álbum solo, o Mesmo Delivery nos Estados Unidos, e a HQ deve chegar aqui agora em setembro. A história parece perfeita pra um longa metragem, que inclusive sairá, já que o produtor de O Cheiro do Ralo (MUITO FODA!) comprou os direitos do quadrinho. A história é sobre a viagem de um caminhoneiro que carrega uma carga que não pode ser aberta, e tem cenas de deixar Quentin Tarantino arrepiado.

Não sei vocês, mas eu ’tou morrendo de orgulho.

por Thalita Coelho.

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Adaptação de Kick-Ass com Cage

Kick-Ass, de Mark Millar,  é a HQ da Marvel que estreou em fevereiro, que será adaptada e tem no elenco Nicolas Cage.

A história é deveras interessante: um adolescente normal, Dave Lizewski, decide vestir um uniforme e andar com um taco de beisebol combatendo o crime. O papel de Lizewski ficou com o desconhecido Aaron Johnson. Quanto ao papel de Cage, ele viverá um policial interessado em combater o narcotráfico, e para isso treina sua filha, afim de transformá-la numa arma mortal.

Kick-Ass começará a ser gravado daqui a duas semanas,  a direção é de Matthew Vaughn.

por Thalita Coelho.

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