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Os turcos mais maringaenses que o rock nacional já viu


Depois de duas semanas corridas de uma universitária que pensa que o dia tem mais de 24 horas, é com o maior prazer que volto a falar de musica para o Vista-se.
E a banda de hoje é maringaense, A Sexta Geração da Familia Palim do Norte da Turquia, formada por Hastur, Hastan, Hassanz, Hassen e Hashid. Talvez a maior banda de Maringá, em todos os sentidos possíveis que a palavra ‘grande’ possa significar, a começar pelo nome, que nem mesmo os integrantes da banda podem explicar direito o porquê.
Mas a novidade dos Palins (como prefiro chamá-los devido a extensão do nome), está no lançamento do seu segundo CD. Quantas bandas você conhece de rock alternativo que tem um CD gravado? Pois é, provavelmente poucas, mas os Palins desafiaram as leis da natureza e do mercado fonográfico e já estão no segundo.
A banda começou no inicio de 2006 e no mesmo ano lançaram seu primeiro CD, que foi gravado “na raça”, ou seja, com investimento próprio e ainda por cima não foi comercializado. Fizeram distribuição nos shows e para a imprensa.
Suas músicas são famosas pelo apelo irônico, porém nada disfarçado. A Família Palim fala daquilo que gosta e do que não gosta sem o menor pudor, e sem economizar palavrões ou frases engraçadas. “Isso é indie demais, isso é indie demais pra mim”, é um exemplo que como não economizam palavras para expor seus sentimentos.
Outra característica das músicas dos Palins é que sempre “homenageiam” pessoas. No primeiro CD fizeram algumas dedicatórias para seus amigos, nesse ponto podemos incluir em suas características, que as letras das musicas são descrições de fatos do dia-a-dia que acontece com os cinco rapazes. Mas também foi citado no disco celebridades como João Gilberto, Paulo Ricardo, Caetano Veloso e Toni Garrido, mas não pense que receberam elogios: “Espero que você morra hahahahahahahahaha”, é o refrão da música.
No segundo CD celebridades como Mayara Rodrigues (atriz pornô) e Padre Quevedo dividem a contra-capa. Mas o disco foi muito bem trabalhado, e recebeu o nome “Por que no te callas?”. Esse álbum teve o apoio do selo paulista Volume 1, que também produz a banda curitibana Charme Chulo.
E o disco novo, que mal foi lançado, já está chamando atenção de diversos públicos, até mesmo da MTV. Mês passado os turcos gravaram um programa com a banda gaúcha Cachorro Grande, onde foram apontados como uma das revelações do rock no sul do país. Além disso, a Família Palim também tem esporadicamente realizado shows em diversas cidades do estado e fora também, como em São Paulo, Goiás e Mato Grosso.
Se você ficou curioso para conhecer o som desses turcos que não têm papas na língua acesse o My Space deles: www.myspace.com/familiapalim .
Até semana que vem, eu espero!

Familia Palim

por Lizandra Gomes Lizandra Vistase

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Um Roquinho Demodê

thekinks

Até hoje em todas as minhas colunas musicas tenho apresentado bandas mais novas, mais alternativas no cenário nacional. Mas hoje resolvi voltar um pouco na história, sair do Brasil e falar de uma das bandas mais influentes da Invasão Britânica, The Kinks.

O The Kinks surgiu na história em 1963, foi formada por Dave Davies (guitarra e vocal) e Peter Quaife (baixo e vocal), e consecutivamente entrou na banda o irmão de Dave (guitarra e vocal), Roy Davis e Mick Avory (na bateria).

Mas você deve estar intrigado com a minha afirmação do parágrafo a cima “uma das bandas mais influentes da Invasão Britânica”, e se indaga “E quando aos Beatles, a banda mais famosa do mundo?”. Pois respondo, os Kinks, fora os Beatles foi a banda de mais destaque dessa invasão na década de 60. E para confirmar ainda mais essa afirmação, eles ‘duraram’ até meados da década de 80, mesmo passando por transformações em sua formação. E junto com o The Who e o The Byrds é uma das bandas que mais influenciam essa onda de bandas mod´s (ou seja aqueles que usam terninhos, cabelinho nos olhos, e cantam musicas que falam de suas aventuras amorosas) que vem do sul do país.

Mas enfim, falar do Kinks é interessante pois eles não são tão originais quanto foi o Beatles, e mesmo assim influenciou várias bandas. Um exemplo é a influência que eles exercem é no Oasis. Não, não é só por causa do cabelo, mas os irmãos Davies (Roy e Davie) eram famosos pelas suas intrigas tanto em relação à banda quanto picuinhas pessoais, gerando até agressões físicas. Pois é, Noel e Liam Gallagher têm sérios problemas de distúrbio de personalidade.

Mas o que importa aqui, são os Kinks, se você ainda não conhecia, corra no sebo mais próximo da sua casa e procure um vinil ou CD dos caras. Ou se é moderninho que nem eu, te conto um segredinho, dá pra baixar um dos melhores discos deles aqui na internet mesmo. O disco é de 1964, na verdade o primeiro, e é homônimo à banda.

http://rapidshare.com/files/96481176/The_Kinks-The_Kinks.rar

Aproveitem!

por Lizandra Gomes Lizandra Vistase

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Get chucked

A nova coleção (outono/inverno) da Converse criada por John Varvatos acaba de sair, tal como a publicidade da mesma. A campanha tem como estrela a modelo britânica Daisy Lowe e foi fatida no Florent, uma lanchonete ícone da noite novaiorquina. O slogan, get chucked, faz menção ao nome do modelo dos tenis, Chuck Taylor, aquele de cano intermediario, e já vem sendo usado há algum tempo. Tanto o slogan quanto a linha especial de John Varvatos são parte da comemoração do centenário da marca, que aconteceu este ano.

Converse Converse Converse Converse

Além destas fotos maravilhosas, nos USA está sendo vinculada esta propaganda com Julian Casablanca, N.E.R.D. e Santogold e produzido pelo Pharell.

por Thais Arrias Weiller

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Os versos gaúchos do Reverso Revolver

Reverso Divulgação

Prometo que depois dessa fico um tempo sem falar de bandas gauchas. Mas é irresistível não comentar Normsobre a Reverso Revolver, uma banda que começou no início de 2006 é já tem uma boa trajetória, pelo menos de estrada.
Com apenas um ano de banda, os quatro gaúchos, Felipe Zancanaro na guitarra, Rodrigo Pacote no baixo, Marcelo Mendes na bateria e Saymond Ross na guitarra e voz, saíram do Rio Grande do Sul e foram fazer alguns shows na Bahia, onde foram muito bem recebidos.
A banda tem planos de lançar seu primeiro EP em setembro, e também de fazer uma nova turnê por algumas capitais do país.
Então agora você confere um bate papo com o guitarrista da banda, Felipe Zancanaro, que contou um pouco como que foi a experiência de fazer um tour na Bahia e também revelou algumas novidades e curiosidades sobre a banda.

felipe biscuit Vista-se– Antes de tudo, conta pra gente como que começou o Reverso Revolver.

Felipe-O Saymond foi ensaiar no estúdio que eu trabalhava, acabamos nos conhecendo e ele me chamou para tocar. O Marcelo entrou quando voltamos para gravar o primeiro EP, gravamos três musicas, e logo depois entrou o Pacote, ai a gente ficou enfurnado fazendo musica!

Vista-se– Felipe, como que surgiu a oportunidade de tocar na Bahia?

Felipe– Na verdade o Saymond, morou sete anos em Luiz Eduardo Magalhães. Essa cidade é uns 1000Km de Salvador. Ai mexe ali, mexe aqui, fomos tocar em um pub no Pelourinho. Foi demais! Tocamos com os Honkers, uma banda que nega o Caetano mas tem um dos shows mais empolgantes q eu já vi(rss).
Ai, um cara nos convidou para tocar num projeto, no dia seguinte, no Largo da Soledade, em Salvador mesmo. O projeto chamava “Não Largo da Soledade”. Foi um dos shows mais malucos que já fiz. O elenco que ia se apresentar era de uma ecleticidade absurda, tinha o pessoal do rap, gente finíssima, o pessoal do samba, repentista… E o publico, eram skatistas, crianças, tias, enfim, pegaram o bairro inteiro e enfiaram na praça, a gente morrendo de medo se ser tocado dali a pontapés (rss), mas no fim fomos muito bem recebidos.
E dali fomos para Luiz Eduardo Magalhães, que era nosso motivo principal, tocar na cidade do Saymond. Esse foi demais, tinha uma galera, foi só alegria!

Vista-se– E vocês têm planos de fazer uma nova viagem para o fim do ano, certo? O que vem de novo?

Felipe- É, a viagem ta mais pro início de 2009, mas a intenção é cobrir as principais capitais, daqui até Salvador e voltar pelo meio do país. Curitiba, Florianopolis, São Paulo, Brasília, talvez Cuiaba, Goiania… Temos que fechar meio que tudo ao mesmo tempo para não dar conflito de data. E eu estou entusiasmado com o que pode rolar nessa tour, não só de experiência, como de crescimento pra banda.

Vista-se– E falando um pouco das composições, quem compõe as letras e as melodias?

Felipe- Em geral, as canções são do Saymond. Algumas são minhas, outras feitas praticamente em conjunto, é tudo muito democrático. “Almoço Perfeito” é minha com pitaco da galera.“Objeto de decoração” é minha e do Saymond. Os arranjos muitas vezes transformam completamente as musicas, é o caso de Setembro, que dá o nome ao Ep.

Vista-se– E se eu disse que acho que acho o som de vocês parece com Los Hermanos? (rss)

Felipe- Ah, as pessoas comparam com tanta coisa, né? Vejo nisso uma necessidade de encontrar uma identidade, mas não vejo problema. Normalmente falam de coisas que gostamos, e que de alguma forma nos influênciam.

Vista-se- E quanto ao EP que vocês estão lançando, quais as novidades?

O EP foi produzido pelo Eduardo Suwa, junto com a banda. Mas ele já produziu também Les Responsables, Stratopumas, Valentinos, entre outros.
E o EP vai ser lançado em Setembro, e esse vai ser o nome do disco. Ainda não temos a data do show de lançamento do EP, estamos em negociações, mas com certeza um show em POA, com alguém legal daqui.Está tudo em etapa de finalização.
O disco vai ter clima de chegar em casa amassado, segunda de manha…nao conseguir sair da cama. Na real, é um loucura de sentimentos e situações, mas que soam bem familiares e comuns até certo ponto, tem todo o lance do flerte, imagens e lembranças, coisas do coração.

Vista-se- E para finalizar Felipe, o que você tem pra dizer pra quem está conhecendo o Reverso Revolver agora?

Felipe- Sabe, a gente costuma escutar o que a gente faz como se não fosse nosso, e acontece muito de ficarmos emocionados com as musicas, é o lance de abrir o coração. Tem muito de nós nas musicas, de como nos sentimos em relação ao mundo e de como somos como banda e como amigos, muito amigos!
Apesar das letras terem inspirações, a gente gosta muito que elas façam sentido para cada um no seu modo de ver as coisas. Não queremos dar lições de moral, nem nada, se alguém se emocionar como a gente quando tocamos, eu já fico realizado.

Para mais informações sobre a Reverso Revolver acesse o site deles, que por sinal é um muito bem elaborado: http://www.reversorevolver.com
Até semana que vem, sem gaúchos, eu prometo!

por Lizandra Gomes Lizandra Vistase

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HellBoy e o fim da história.

Del Toro quer matar HellBoy nos cinemas, mas o criador da HQ, Mike Mignola, não parece concordar com a decisão, pelo menos não agora. O diretor das duas adaptações de HellBoy para o cinema, quer filmar o terceiro filme em 2013 ou 2015, e disse que será o fim do personagem, isso à MTV. Eis o que Mignola disse, à mesma emissora: “O problema é que Del Toro me disse que o terceiro seria o fim de Hellboy. E aí temos um grande conflito. Minha versão de Hellboy nos quadrinhos é uma história finita, mas ainda vai levar 15 anos para chegar ao fim. Se ele fizer Hellboy III e for a morte de Hellboy, eu fico escrevendo a HQ e dizendo ‘calma, que eu não acabei ainda. Nós não passamos muito tempo discutindo como seria a versão dele da história, e eu mesmo não passo muito tempo pensando nisso”. Mignola parece bem estressado. Deve ter notado que seu personagem fugiu de controle.

HellBoy II chega no Brasil em 5 de setembro.

por Thalita Coelho

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Who Killed Amanda Palmer tem participação de Gaiman

Quem lê o blog de Neil Gaiman ou está antenado na banda Dresden Dolls, sabe do trabalho solo de Amanda Palmer, vocalista e pianista do duo americano que conta com apenas uma bateria, um piano e a voz potente de Palmer. O trabalho solo da moça de sobrancelhas desenhadas se chama Who Killed Amanda Palmer, a ser lançado em 16 de setembro. O trabalho conta com vídeos, obviamente um CD e o mais legal: Um livro com fotos de Amanda, e contos de Neil Gaiman!

Eu particularmente achei isso lindo demais, amo a Amanda e acho que é mais do que claro que amo Neil Gaiman. Ainda não tive acesso aos contos de Gaiman, porque o trabalho ainda não foi divulgado, mas já tenho as músicas de WKAP em mp3, e eu indico essa, em especial:

por Thalita Coelho.

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Um pequeno prazer pra você

Bazar Pamplona! O que você pensa quando ouve um nome desses? Bem, não sei se a impressão é a mesma, mas pra mim passa a sensação de algo retro e ao mesmo tempo aconchegante. Talvez não seja essa a intenção da banda paulista, Bazar Pamplona, mas tenho certeza que assim que escutar será muito bem confortado.
As letras de Estevão, vocalista, compositor e guitarrista da banda são uma mistura de pequenos prazeres da vida. Se isso te lembra um filme, significa que assistiu “O Fabuloso Destino de Amelie Poulain”, Estevão também assistiu, e pegou emprestado algumas idéias, como o “Dia cor de laranja” e “quando o dedo aponta a lua, o idiota olha o dedo”. Mas não pense você que isso é um ponto negativo, ele extraiu uma frase simples do filme e a transformou em poesia “musicada”.
A banda é formada pelo quarteto Rodrigo Caldas na bateria, Rafael Campanema no contra baixo, João Victor dos Santos na guitarra, e Estevão Bertoni que já foi citado aqui. Eles têm apenas um CD físico, o “À Espera das Nuvens Carregadas”, que contém 18 musicas, entre elas o clássico “Só pra te ver um pouco”, que é uma baladinha romântica, da forma mais pura que se possa falar de amor. Além disso, um efeito muito legal que os “bazares” colocam nas musicas são as gravações de outras pessoas, como em “Eu quero ser grande” e “Quem eles pensam que são”. Na maioria das vezes esses efeitos são vozes de crianças ou que remetem a infância, mesmo.

Capa do CD

Além das letras nada comuns do Bazar Pamplona, as melodias um tanto quanto retro e os instrumentos nada usuais são características da banda. Por exemplo, em um dado momento do show, o baterista Caldas toca um galão de água, e Estevão apela para um megafone, em que o som remete ao refrão da musica “Eu te amo, te amo, te amo” do Roberto Carlos.
Mas ainda falando dos shows, a presença de palco dos meninos é genial, não são do tipo que pulam, ou gritam, não! A sua presença de palco é de acordo com suas musicas, simples e emocionante, sem contar que eles preparam todo um “cenário” para o show, como um quadro que eles carregam de um sujeito, que provavelmente acharam em algum brechó. Além de se fantasiarem com bigodes e aventais.
Para quem ficou curioso em conhecer a banda, acesse o site deles: http://bazarpamplona.com.br/. E se isso não bastar para você, saiba que eles estão chegando em Maringá para uma apresentação no Tribo’s bar, no dia 9 de agosto.
Ouvir Bazar Pamplona é imperdível, imperdível para quem sabe valorizar os pequenos prazeres da vida. Nunca se esqueçam de sonhar!

Bazar Pamplona

por Lizandra Gomes Lizandra Vistase

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