Archive for Previsão de Tendência

Madonna e o tempo

Ok, não sou fã de Madonna, e muitos me odeiam por isto. Mas sou obrigada a admitir que admiro, à distância, alguns de seus feiutos. Por exemplo, que mesmo atingindo os 50 anos e mantendo tanto sucesso, ainda não surtou a la Britney Spears. Ou ainda que tenha superado Elvis Presley na quatidade de músicas à ficar entre as 100 mais da Billboard. Ou pela renovação do guarda-roupas no Confessions on a Dance Floor. Foi um movimento ousado, já que tendência 1970’s estava quase no fim, porém, como foram utilizadas peças que remetiam um estado mais bruto da década e que não estava sendo utilizado no momento (como os colans), não ficou brega. Sem falar que Madonna se lançou na década de 1980, foi um ícone da moda e lançadora de tendências desta época, de forma que tentar utilizar trajes deste momento, embora estivessem começando a se despontar como tendência, podia fazê-la parecer velha, estilo tiazona que nunca parou de se vestir do mesmo jeito desde a adolescência, o que, pessoalmente achei admirável. Enfim, até que ela lançou o Hard Candy e, justamente o que eu adorava que não havia acontecido, aconteceu.

Se vestir um alguns itens parcimoniozamente escolhidos que representem sua juventude costuma ficar muito bem. Agora, usar o hard core da década de 1980 quando se tem esta idade, me desculpe, mas simplesmente não parece certo. Na capa do CD estava tudo tão bonito, com peças tão bem harmonizadas. Agora, no tour, com esta jaquetinha preta xexelenta que parece de polyester acompanhada por luvas e meias… Simplesmente é demais para mim. Fãs incondicionais da Madonna, podem continuar me odiando.

por Thais Arrias Weiller

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Sátira

Já falei algumas vezes aqui do The Sartorialist; blog começado pelo fotógrafo Scott Schuman, no qual apenas há fotos de pessoas cujas roupas chamam atenção por seu refinamento na harmonização do design. Mas algo que nunca falei é do The Sortorialist, um blog que, apenas pelo nome, já se percebe a antítese. Vou deixar esta foto como prova do bom acervo imagético deles, mas podem ter certeza que há coisa BEM piores lá; apenas não as coloco aqui por respeito aos de estômago mais fraco…

por Thais Arrias Weiller

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Trajes usados ganham vida nova

Junho de 2006, verão europeu; Françoise, a caminho da praia, resolve dar um up no visual e passa em um brechó para algumas compras. Dentre outras peças, encontra uma pantalona de cintura alta branca (que poderia, muito bem, ter pertencido a Brigitte Bardot), a qual não conseguiu parar de usar durante as férias. Agosto de 2006, lançamento do verão 2007 do prét-a-porte (roupas prontas para o uso) no hemisfério norte, a pantalona estoura em várias marcas como o formato de calça mais promissor para o verão do ano seguinte.

Apesar de tratar-se de uma ficção, a história acima narrada descreve o atual ciclo da moda; maior parte da população está em conformismo com o estilo vigente, algumas pessoas sugerem, conscientemente ou não, uma idéia nova, que é quase que automaticamente fisgada pelos pesquisadores de tendências, colocadas em malotes de estilo e vendidas aos conglomerados e/ou grandes varejistas de moda, por quem são lançadas como a última novidade da estação.

Comumente, a imprensa trata de noticiar estas ideias no lançamento das coleções em grandes eventos, dificilmente tratando de seu período de criação com estas pessoas, conhecido entre os teóricos de moda como inovadores. Um dos locais favoritos para pesquisa e compras destes ditos inovadores, segundo uma integrante da casta, Paula de Alcântara, 17, tendo em vista a variedade de estilos e a diferenciação do que geralmente é encontrado nas lojas.

“Não importa em quantas lojas você entre, todas vendem produtos com muito pouca diferenciação entre si. Na época que a saia godê voltou, todo lugar tinha, fosse em vestido, fosse em saia, mudando apenas o tecido, as cores e um ou outro detalhe. A verdade é que as confecções daqui costumam pegar informação em São Paulo e as de lá pegam na Europa ou nos EUA. Na verdade, todos acabam fazendo quase a mesma coisa” explica Paula, que ainda defende “Mesmo que amaior parte das pessoas procura pensar, agir e se vestir de forma o semelhante possível, não somos todos iguais. As roupas deviam demonstrar nossa individualidade, e não uma massifição coletiva, por isto prefiro comprar em brechós e fazer customizações em casa”.

Além da enorme gama de opções quanto ao estilo, Paula também prefere o brechó por questões financeiras, já que “dinheiro de estudante não dá para quase nada”, mas garante que apesar de ser, de fato, mais barato que roupas novas, a vantagem contábil não é tão grande “Em Maringá, os brechós parecem não saber bem o que fazem quanto aos preços; algumas roupas de material ruim, marcas desconhecidas e mal acabadas as vezes custam mais caro que roupas bem superiores! Uma vez, comprei um blazer da marca alemã Escada Couture com tecido 100% seda por metade do preço de um de polyester”.

Lucas, por outro lado, apesar de gostar, não efetivou ainda muitas compras; apenas três paletós. Porém, foram três compras estremamente racionais, já que levou em consideração “serem peças que queria há algum tempo, por serem de bons tecidos e por terem detalhes interessantes como botões bonitos”.

Bem, nesta minha looonga vida (algo mais que vinte anos), pude passar por muitos brechós. Alguns muito bons, outros nem tanto; mas de qualquer forma, tenho os endereços. Se são uteis a alguém, não sei, mas vou deixa-los aqui em baixo. = )

Brechós ótimos e que recomendo:

Passado Presente – Rua Augusta, São Paulo – (11) 3081-6253
Vó Judith – Rua do Carmo, São Paulo – (11) 3105-4753
Camarim – Rua Antonio de Macedo, São Paulo – (11) 5543-5304
Capricho à Toa – Rua Heitor Penteado, São Paulo – (11) 2137-5926
DeGriffée – Av. Ibirapuera, São Paulo – (11) 5083-4747
Minha Avó Tinha – Rua Dr.Franco da Rocha, São Paulo – (11) 3865-1759
Sinhá Moça – Av. Borges de Medeiros, Gramado, RS – (54) 3286-2762

Alguns não tão bons, mas em Maringá:

Garage Sale – Av. Neo Alves Martins; perto da Duque de Caixias, na direção da Av.Paraná – (44) 3031-6051
Brechic – Esquina da Rua Joubert de Carvalho com Piratininga – Perguntar o telefone do Garage Sale, visto que são da mesma dona e não consta na lista
Maristela Shimabukuro – Rua Martim Afonso Pena, 2776 – (44) 3031-5052
Brechó sem nome – Av. Tamandaré, 734 – (44) 3226-7192

Hoje, não é mais necessário ir à loja para realizar este tipo de compras; pode-se usar apenas a internet. Na segunda feira vou deixar os links de alguns que confio ou que tenham chamado minha atenção (embora alguns destes sejam de outros países e não entreguem aqui… =~)

por Thais Arrias Weiller

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Valentino

O último da safra de Haute Couture e, também, um dos mais esperados. A primeira coleção de Alta Costura da marca Valentino sem a direção criativa do estilista que a empresta o nome. Fica claro, na coleçao, a existência de suas “linhas” de estilo diversas. Uma procura dar mais valor à estrutura e o uso de tecidos mais rígidos, como a Balenciaga anda fazendo, e outra usa tecidos mais leves em uma clara inspiração da década de 1970 (a qual, segundo Valentino, era a que mais odiava em todo o período da moda). Houven o uso de muitos bordados ou tecidos brocados e as cores foram o preto, bege, creme e branco tradicionais da manson, o Vermelho Valentino (deixado para o final, claro) e alguns chapiscados azuis.

Valentino Valentino Valentino Valentino Valentino Valentino Valentino Valentino Valentino Valentino Valentino Valentino Valentino Valentino Valentino

por Thais Arrias Weiller

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Givenchy e Gaultier

Mais um pouco da semana de Haute Couture.

O desfile de Givenchy lembrou em parte o de Saab, principalmente por que ficou claro em ambas coleções o uso da moulage, técnica de modelagem francesa que cria a roupa por meio de um manequim, e não apenas por moldes de papel. Os tecidos foram drapeados, formando quase que cascatas. De fato, a diferença estava aí; enquanto Saab procurou dar algo de estrutural e rígido as suas montagens, na coleção da Givenchy a escolha de tecdos fluídos deu bem mais movimento e informalidade aos trajes. Alias, estas peças lembram em muito as feita por Junya Watanabe no Inverno do pret-a-porte… não? Contrastanto com a fluidez destes trajes, houve peças mais rígidas, semelhantes à ternos, mas estas tiveram menos destaque.

Givenchy Givenchy Givenchy Givenchy Givenchy Givenchy Givenchy Givenchy Givenchy Givenchy Givenchy

Ao utilizar cores fortes e saturadas na mesma palheta (mas dificilmente na mesma peça) que cores muito conservadoras, tal qual o preto, creme e marrom, Jean Paul Gaultier deve ter se visto em um impasse; fazer uma coleção mais tradicional e não causar muito impacto pela escolha cromática, ou apostar em shapes pouco ortodoxos em conjunto a estruturas descontruidas de crinolina (“saiote” com armação de arame que as mulheres utilizavam por baixo das saias no final do século XIX). Preciso falar que a preferida foi a segunda opção? Some isto às peles, junção de cores opostas e saturadas, tricôs imensos, rendas, bordados, penas… Ok, já fizeram uma imagem…

Jean Paul Gaultier Jean Paul Gaultier Jean Paul Gaultier Jean Paul Gaultier Jean Paul Gaultier Jean Paul Gaultier Jean Paul Gaultier Jean Paul Gaultier Jean Paul Gaultier Jean Paul Gaultier Jean Paul Gaultier Jean Paul Gaultier Jean Paul Gaultier Jean Paul Gaultier Jean Paul Gaultier Jean Paul Gaultier Jean Paul Gaultier Jean Paul Gaultier

por Thais Arrias Weiller

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Mais da Alta Costura

Uma mistura insana entre folk, maneirismo e clasissismo foi a aposta de Christian Lacroix. Desde seu inicio, o designer é conhecido pela extravagância e alegoria de seus trajes, o que não deixou nada a desejar nesta coleção. A silhueta é próxima à cintura e, geralmente, com volume acima e abaixo a da mesma.

Christian Lacroix Christian Lacroix Christian Lacroix Christian Lacroix Christian Lacroix Christian Lacroix Christian Lacroix Christian Lacroix Christian Lacroix Christian Lacroix Christian Lacroix Christian Lacroix Christian Lacroix Christian Lacroix Christian Lacroix 16 Christian Lacroix 17

O libanês Elie Saab apostos no trabalho por meio do draping do tecido para se chegar a uma moulage mais sofisticada. O resultado é uma coleção de vestidos super luxuosos cujo tecido foi trabalhado e re trabalhado em voltas, dobras, pregas, etc… Quase como esculturas ou obras arquitetônicas.

Elie Saab Elie Saab Elie Saab Elie Saab Elie Saab Elie Saab Elie Saab Elie Saab Elie Saab Elie Saab Elie Saab Elie Saab Elie Saab Elie Saab

por Thais Arrias Weiller

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Chanel Haute Couture

Consegui mais fotos da semana de Alta costura. Vou posta-las aos poucos, conforme vou comentando-as. = )

Diferentemente de Galliano, que imprime seu estilo próprio sobre o da marca, Karl Lagerfeld consegue fazer uma simbiose desde de assumiu a direção criativa da Chanel. Embora alguma coleções pendam mais para seu estilo sombrio, a grande maioria delas estão mais para o conceito Chanel de estilo. Para o Inverno 2009, Lagerfeld usou formas próximas ao corpo com constantes contrastes de volumes de aparência rígida. Importante ressaltar que estes volumes são bem diferentes dos que vimos até ano passado nas passarelas, compostos de tecidos fluidos e passando por toda a peça! Lagerfeld dá amplitude apenas a algumas partes especificas da peça, como mandas ou ombreiras ou quadril, e sempre em contraste com a maioria da peça, que é próxima (mas não colada!) ao corpo. Mademoiselle Coco ficaria orgulhosa.

Chanel Chanel Chanel Chanel Chanel Chanel Chanel Chanel Chanel Chanel Chanel Chanel Chanel Chanel Chanel Chanel Chanel Chanel Chanel Chanel Chanel

por Thais Arrias Weiller

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