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Moda e Cultura são complementares, segundo Jum Nakao

09_cul_jumcgFoto: Zuba Ortiz 

Jum Nakao é um dos mais importantes nomes da moda brasileira. Lembrado principalmente pela coleção “A costura do Invisivel”, apresentada em 2004 na Semana de Moda de São Paulo, SPFW onde no final dos desfiles as modelos rasgavam as roupas de papel.
Durante sua passagem por Maringá, na semana passada, conversei com Jum Nakao. Confira as melhores partes:

Mayara: A coleção “A costura do Invisível” causou bastante comentários. Quando fala em Jum Nakao a maior parte das pessoas lembra dessa coleção de papel. Essa reação já era esperada?
Jum Nakao: Não, a gente não fez nada pensando que iria virar o que virou. Eu acho que se você faz as coisas pensando na reação das pessoas não faz o que tem que ser feito.  Às vezes aquilo que é dito não é o que as pessoas querem ouvir.
M: Você vê a moda sob essa perspectiva do conteúdo. Você acha que a moda pode ser um agente de transformação?

J: Com certeza. A moda não é só roupa, tecido. A moda é aquilo que você ouve, lê, os filmes que você assiste. Isso vai fazer com que você tenha uma opinião. A partir do momento que você tem essas informações, você começa a se vestir espelhando sua resposta para o mundo. Quem não tem conteúdo é como se vestisse um corpo vazio de idéias. Então eu acho que primeiro, é importante que as pessoas pensem por esse aspecto antes de pensarem em vestir uma marca. Por que eu vou vestir uma marca se não faço diferença alguma e se não tenho o que dizer, nenhuma opinião, nenhuma absorção do mundo.

M: Você chegou a cursar engenharia, o que fez você mudar para o mundo da moda?
J: Quando eu pensei em tecnologia foi como um suporte. Eu queria usar a tecnologia para se expressar para as pessoas. Hoje em qualquer lugar que você vá, qualquer exposição de arte, bienal, você vê essa tecnologia muito presente, como uma interface, uma forma de expressão, uma forma de criar novas relações de percepção com o mundo. Mas há 20 anos, quando eu comecei a pensar em usar a tecnologia era como se eu estivesse falando em ficção científica nas escolas. Os professores não queriam, não tinham esse foco de pensar em multimeios, linguagem. A idéia deles era formar pessoas para trabalhar numa linha de produção. Foi nesse momento que eu procurei outra forma de interagir e de agir, por isso fui para moda.

M: Como você vê a moda hoje? Quando você começou as coisa eram um pouco diferentes de hoje, não eram?
J: Eu estou há 25 anos batalhando para que as coisas aconteçam. Nos anos 80 eu me encontrei com Walter Rodrigues e outros estilistas com a idéia de criar um pensamento criativo, ter uma outra cena acontecendo. Só que era muito cedo, tive que esperar dez anos. Em 1996 participei do Phytoervas Fashion e percebi que era o momento de fazer a diferença. Depois de 10 anos eu acho que eu consegui mudar muito pouco porque no nosso país falta muita educação e falta muita cultura. Faltam muitos valores na nossa cultura, precisamos encontrar nossas singularidades, nossas individualidades. Nossa cultura ainda não tem uma autovalorização, um autorreconhecimento. Quando você fala num processo de identificação, você busca o espelhamento. A identidade está muito ligada a você buscar uma cópia. Eu acho que é um processo para que você realmente descubra a individualidade, a partir do momento em que você se olha no espelho e gosta de quem você é. Isso ainda não aconteceu com o Brasil. Eu estou desde 2004 batalhando para que essas mudanças aconteçam.

Quer ouvir a entrevista na íntegra? Escute aqui.

por Mayah Gasparoto

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Projetos Universitários desenvolvem comunidades

Desenvolver municípios com baixo IDH (índice de desenvolvimento humano). Este é o objetivo do programa Extensão Tecnológica Empresarial, composto por projetos que saem das universidades e atingem a comunidade. O programa foi idealizado pela Secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Lygia Pupatto e compõe o Programa Universidade Sem Fronteiras.
O IDR (Instituto para o Desenvolvimento Regional), a Fundação Araucária, e o Cesumar Empresarial participam do programa desenvolvendo suas atividades no município de Sarandi, na sede da APMI (Associação de Proteção à Infância e Maternidade). O IDR responde pelos projetos “Cooperativa de Bordadeiras” e “Reaproveitamento de Tecidos”. As atividades são realizadas na sede da APMI, quatro vezes por semana, sendo duas tardes para cada projeto. O projeto ‘Reaproveitamento de Tecidos” é realizado toda segunda e quarta-feiras, das 14h às 17h.
Lygia Pupatto comentou que um dos pontos principais para as cidades do interior, como Maringá, é a descentralização dos investimentos. “É nosso compromisso contribuir com os pequenos e micro empresários, para que a gente possa ajudar no desenvolvimento do nosso estado e do nosso país, e conseqüentemente aumentar a renda”.

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A coordenadora pedagógica da APMI, Halyne Franciely Navarro, contou que ano passado a entidade recebeu uma doação grande de retalhos de tecidos e pensou em formar um grupo para reaproveitar o material. De acordo com a coordenadora, a oportunidade surgiu esse ano quando os projetos do Cesumar foram aprovados. “É muito importante a interação entre as equipes do Cesumar, a APMI e a comunidade. Eles entram com a parte técnica e os funcionários. Nós cedemos o local e atendemos a população da nossa cidade”.
Vicentina Donizete Goes de Souza é uma das alunas do curso “Reaproveitamento de tecidos” e diz que vê o curso como uma forma de aprender e ganhar dinheiro. “Eu tenho três filhos, e com esse conhecimento eu posso fazer dinheiro”, afirmou.
Uma das componentes da equipe é a estudante de moda, Andressa Matsuda. “O curso é bastante produtivo porque estimula a criatividade das alunas e aumenta a percepção de vida delas, pois exige que elas saibam lidar com outras pessoas”, revelou. Andressa espera que as alunas continuem a cooperativa após o término do curso e que elas possam transmitir os conhecimentos a outras pessoas.
Paula Piva Linke, responsável pelo cronograma dos projetos, afirmou que a parte inicial dos projetos é composta por trabalhos manuais e que depois os alunos vão aprender a trabalhar com máquinas de costura e bordado. A terceira parte será a capacitação na área de formação de preços e estratégias de marketing, a fim de preparar os alunos para montarem sua própria cooperativa.

por Mayah Gasparoto

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Semana de Moda no Cesumar

O Cesumar – Centro Universitário de Maringá promoverá sua semana de moda entre os dias 29 de setembro e 02 de outubro. O evento é destinado a estudantes e profissionais de moda e as inscrições já estão abertas. Elas podem ser feitas no site da instituição http://www.cesumar.br/curtas/moda2008.
Um dos destaques do evento será o estilista Ronaldo Fraga. Ele fará uma palestra sobre “Moda, Cultura e Humanização”, no dia 30. O cronograma completo e mais informações podem ser encontrados no site citado a cima.

por Mayah Gasparoto

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Pré selecionados para FIEP Criando Moda

Semana passada eu comentei que o concurso FIEP Criando Moda desse ano tem como tema “Amazônia – ecos da moda”. Esse concurso é realizado há alguns anos pelo Sindivest e parceiros como FIEP e Bureau SENAI Maringá.
Sexta-feira passada, dia 1º, aconteceu uma pré-seleção de trabalhos no Cesumar – Centro Universitário de Maringá. Os 15 alunos selecionados foram: Barbara De Moraes Silva, Caroline Lima Coutinho, Clemara Kelly Bulla, Danilo Augusto dos Santos, Danilo Hiroaki Jeruya, Denise Yuriko Maruo, Everton Cardoso de Castro, Fernanda Costa Marcilio, Fernanda Pélen Mion, Joice Franciele Alves, Kerin Costa, Leandro Léo de Souza, Maiara Folle, Maria Dias Champion e Renata Recco.
Confira algumas fotos dessa pré-seleção, as fotos são de Ana Carla Poliseli.

Pré-seleção para o concurso FIEP Criando Moda Trabalhos Trabalhos

por Mayah Gasparoto

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Tecidos Ecologicamente Corretos

O FIEP Criando Moda desse ano terá como tema “Amazônia – Ecos da Moda”. Pensando nisso, a coordenação de moda do CESUMAR – Centro Universitário de Maringá promoveu ontem, 28, uma palestra para os alunos sobre os “tecidos ecologicamente corretos”.
Os professores responsáveis pela palestra foram Luci Sifuentes e Thais Larissa da Silva. “O design sustentável é você pensar o design de uma maneira ecologicamente correta”, conceituou Luci. Para isso, é necessário pensar em novas tecnologias que não interfiram muito no meio ambiente. Esse estilo de vida sustentável pode gerar menor custo de produção, o que acaba sendo sentido no bolso dos consumidores.
Um produto fabricado a partir de fibras reaproveitadas ou com materiais alternativos pode ter uma diminuição de até 30% se comparado com produtos feitos com fibras virgens. A professora Thais Larissa da Silva foi a responsável pelos comentários a respeito dos tecidos. Ela comentou as diferenças entre as fibras naturais e as químicas. Além disso, falou sobre algumas novidades na área: Ingeo (feito a partir do milho), PTT (uma espécia de poliéster) e SPI (fibra de soja – pode ser comparada à seda). Esses novos materiais prometem ser o futuro da indústria têxtil, mas alguns ainda precisam passar por alguns ajustes.

por Mayah Gasparoto

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Desfile de moda no Cesumar

O desfile de formatura dos alunos de moda do Cesumar foi bastante diversificado. As 28 coleções foram destinadas para públicos diversos, desde crianças até mulheres mais velhas. A cintura alta apareceu em várias peças. Em uma das coleções, todas as calças tinham a cintura alta. As peças coloridas também tiveram um lugar de destaque no desfile.
Tailândia, Harajuku, Caribe, Florianópolis, Islândia foram alguns lugares que inspiraram os estilistas.
Mas inspiração foi o que não faltou nas coleções.

Harajuku Islândia, com amor! Tailândia 

 Contos de fadas e teatro com bonecos foram os temas das duas coleções confeccionadas para as crianças.

 A Psicanálise dos Contos de Fadas e o Hip Hop Teatro de Bonecos

Joana D´arc, Tarsila do Amaral e Zuzu Angel, mulheres que marcaram época também foram fontes de inspiração.

Zuzu Angel Tarsila Do Amaral Joana

O Romantismo e o Período Medieval também não ficaram de fora, foram temas de duas coleções.

 Per�odo Medieval Modernismo

Esse ano foi o primeiro em que os alunos seguiram mais de uma linha de pesquisa. Esse ano foram cinco linhas: gestão de produto, personal stylist, evento, processo criativo e modelagem.

Jurados do Desfile circo.jpg Forever Young Manifesto Futurista em Manifesto Futurista modelagem.jpg Quem Planta Amor colhe Amor 

por Mayah Gasparoto

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